Quinta-feira, 09 de abril de 2026

Banco BTG fecha acordo de intenção de compra do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal

O BTG Pactual fechou um acordo de intenção de compra com o Digimais, banco do bispo Edir Macedo. O Digimais enfrenta anos de deterioração financeira e passou por alguns reinvestimentos pelo controlador, além de tentativas de venda.

A informação foi confirmada pelo banco de André Esteves em comunicado ao mercado. O Digimais não se pronunciou.

A Folha apurou com pessoas próximas ao assunto que a conclusão da transação depende de uma série de tratativas, inclusive um acerto com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para financiar a transação. Outras instituições financeiras interessadas no Digimais também poderão entrar em uma eventual disputa pelo banco de Edir Macedo com patrocínio do fundo. Na prática, outros proponentes poderão fazer uma oferta de compra do banco.

No comunicado, o BTG afirma que o objetivo é estabelecer um valor de referência para a alienação da totalidade das ações do Digimais, “em um processo competitivo a ser oportunamente lançado”. Entre outros fatores, será necessária a aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Nos bastidores, a venda tem sido vista com bons olhos por ser uma forma de evitar uma eventual liquidação do Digimais, cujos depósitos teriam que ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a alienação para outro banco, a tendência é que as perdas do fundo sejam menores, mesmo que o FGC tenha que cobrir parte do passivo.

Antigo Banco Renner, ligado à família que fundou a varejista de roupas, o controle do banco foi adquirido em 2020 por Edir Macedo, também dono da Record TV e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Com a aquisição, o nome mudou para Digimais, a sede foi transferida do Rio Grande do Sul para São Paulo e Macedo colocou o bispo João Luiz Urbaneja para comandar a instituição.

Até então, o foco era o financiamento de veículos no estado gaúcho, mas a nova direção começou a diversificar a receita, comprando carteiras de crédito e títulos e valores mobiliários. Segundo balanço divulgado nessa quarta-feira (8), o banco tinha R$ 4,29 bilhões em ativos mobiliários no fim de 2025.

Mais recentemente, o banco também passou a originar crédito consignado, com contratos com a Prefeitura de São Paulo. Porém, a carteira de crédito de R$ 1,88 bilhão ainda é em sua maioria de financiamento de veículos (R$ 982,3 milhões), seguida de consignado (R$ 630 milhões).

No ano passado, o banco registrou lucro líquido de R$ 31 milhões e total de ativos de R$ 10 bilhões. O patrimônio líquido ficou em R$ 787,3 milhões. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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