Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Banco Central afirma que jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas ao Banco de Brasília

O diretor de Fiscalização do BC (Banco Central), Ailton de Aquino, afirmou nesta sexta-feira (23) que jamais recomendou ao BRB (Banco de Brasília) que adquirisse carteiras fraudadas do Banco Master.

Em nota, a autoridade monetária informou  que partiu da área chefiada por Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao MPF (Ministério Público Federal) e que o setor enviou a documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas que estão sendo utilizadas na investigação.

O posicionamento do BC foi divulgado após o jornal O Globo publicar que Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

“A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Central informa que, sob o comando do diretor Ailton de Aquino Santos, a área de Supervisão da Autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras”, diz a nota do BC.

De acordo com a autoridade monetária, foi o próprio Aquino que aplicou medida prudencial preventiva ao BRB para prevenir a prática de novas operações que pudessem trazer impactos sobre a liquidez da instituição de Brasília.

“Sendo do próprio diretor, por fim, a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados”, declarou o BC.

Na sequência, a autoridade monetária completou: “Portanto, o diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.

Diante das informações veiculadas, o diretor do BC colocou à disposição do MPF e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

“No exercício desse mandato, a área de Supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira”, afirmou o BC na nota.

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