Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Banco Central segue expectativa do mercado e mantém juros básicos em 15% ao ano

Na primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa Selic em 15% ao ano. Foi a quinta reunião consecutiva em que a autoridade monetária optou pela estabilidade dos juros básicos da economia, decisão amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Com o fim do ciclo de aperto monetário iniciado em 2023, as atenções agora se voltam para os sinais que o BC poderá emitir sobre o início de um eventual ciclo de cortes. Apesar da manutenção da taxa, analistas seguem atentos ao tom do comunicado e às projeções para a inflação nos próximos anos.

De acordo com a mais recente edição do relatório Focus, divulgada pelo próprio Banco Central, as instituições financeiras reduziram pela terceira semana consecutiva a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, agora projetado em 4%. Para 2027, a expectativa também recuou, chegando a 3,80%. Ainda assim, a inflação permanece acima da meta central perseguida pela autoridade monetária.

No último comunicado do Copom, divulgado em dezembro, o BC evitou sinalizar quando poderá iniciar a flexibilização da política monetária. O colegiado destacou incertezas no cenário internacional, especialmente relacionadas à conjuntura econômica e à política fiscal e monetária dos Estados Unidos, além de tensões geopolíticas, fatores que impactam diretamente as condições financeiras globais. O Banco Central também reforçou a necessidade de cautela por parte das economias emergentes diante desse ambiente externo mais adverso.

No cenário doméstico, a avaliação do BC indica melhora gradual de alguns indicadores econômicos. O comunicado reconheceu sinais de moderação no ritmo de crescimento da atividade e arrefecimento da inflação, embora o mercado de trabalho siga aquecido, o que ainda exige atenção da política monetária.

A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, uma vez que influencia os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e operações de crédito para famílias e empresas. Atualmente, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite variação entre 1,50% e 4,50%.

No exterior, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, também decidiu, nesta quarta-feira, manter a taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, interrompendo um ciclo de três cortes consecutivos. A decisão, em linha com as expectativas do mercado, reforça um cenário global ainda marcado por cautela das autoridades monetárias.
(Com informações de O Globo)

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