Sábado, 29 de novembro de 2025

Banco Master: Daniel Vorcaro deixa prisão e passa a usar tornozeleira eletrônica

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos por volta das 11h40min deste sábado (29), após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também determinou a soltura de outros quatro executivos da instituição financeira.

Os cinco investigados deverão usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas restritivas durante as apurações do suposto esquema revelado pela operação Compliance Zero, deflagrada na última semana. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a libertação de Vorcaro e dos demais executivos.

Vorcaro havia sido transferido para o CDP 2 na segunda-feira (4). Antes disso, passou dias detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Ele deixou a unidade prisional já com tornozeleira eletrônica.

“Conforme decisão judicial, ele será monitorado eletronicamente pelo Centro de Controle e Operações Penitenciárias da Polícia Penal do Estado de São Paulo”, informou a SAP em nota.

A decisão de soltura foi assinada na sexta-feira (28) pela desembargadora Solange Salgado da Silva, que também determinou a liberdade de:

• Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master;
• Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia;
• Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria;
• Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master.

Além da tornozeleira eletrônica, os executivos deverão:

• comparecer periodicamente à Justiça;
• evitar qualquer contato entre si, com outros investigados, testemunhas, funcionários e ex-funcionários do Banco de Brasília (BRB) e do Master — inclusive por telefone, internet ou intermediários;
• permanecer no município onde residem, salvo autorização judicial;
• seguir sem acesso aos passaportes, entregues na semana passada.

Na decisão, a magistrada afirmou que, “embora seja inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido”, as medidas alternativas são suficientes, neste momento, para resguardar o meio social, evitar eventual repetição de delitos, proteger a ordem econômica, assegurar o andamento da investigação e coibir risco de fuga.

Também na sexta (28), a defesa de Vorcaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a Justiça Federal não seria o foro competente para conduzir o caso. O pedido está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, ainda sem data para julgamento.

O recurso ao STF

No pedido, os advogados alegam que a prisão não se sustentava pela falta de fatos concretos e individualizados que indicassem risco de interferência na investigação. A defesa também argumentou que não haveria possibilidade de o empresário retomar os supostos crimes, uma vez que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

“A frágil situação econômica do Banco Master já está acautelada pela liquidação extrajudicial decretada pelo Bacen. Não há mais qualquer ingerência do paciente na instituição e, portanto, nenhuma conduta possível de ser praticada por ele para reverter o quadro financeiro em questão”, afirmou a defesa no recurso.

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