Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 15 de janeiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de mega reunião com autoridades do Poder Judiciário, do Ministério Público, ministros da área econômica e segurança pública na qual o caso do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro, foi tratado como “eixo” das discussões.
Dentre os participantes estavam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes; o procurador-geral República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, que também participou do encontro, foi o escolhido para repassar o que foi debatido na reunião e ressaltou que Banco Master “foi tratado como eixo na reunião”.
Horas após a coletiva, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que o banco Master não foi o tema discutido na reunião, e que o encontro foi chamado para debater crime organizado. De acordo com a Secom, na fala, o ministro estava se referindo ao crime organizado quando falou em “eixo”.
Segundo o ministro, Lula reforçou a necessidade de uma atuação conjunta dos conjunta dos órgãos do Estado para combater o crime organizado. O ministro informou que a relevância que o crime organizado assumiu neste momento impõe, na percepção do presidente e dos demais atores envolvidos, a necessidade de uma atuação integrada de todos os órgãos do Estado.
Lima e Silva acrescentou que cada instituição, dentro de suas competências e atribuições, estará empenhada em desenvolver uma ação articulada para enfrentar o crime organizado.
“A Receita Federal e a Polícia Federal já vêm tomando inúmeras iniciativas no combate a determinados segmentos do crime organizado. Todavia, a efetividade dessas medidas, muitas vezes, ultrapassa os limites da ação apenas do executivo ou de assuntos de governo”, destacou o ministro da Justiça.
Segundo ele, nesse sentido, é necessário o reconhecimento da relevância e gravidade da questão, por parte também do Poder Judiciário e Ministério Público. “Obviamente que os representantes desses órgãos serão absolutamente respeitosos dos limites constitucionais das suas atuações”, ressaltou.
Também participaram do encontro o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o secretário de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira; o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. As informações são do Valor Econômico.