Domingo, 17 de maio de 2026

Banco Master: Quase 70% dos posts sobre escândalo entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro reprovam o senador

O escândalo envolvendo as mensagens trocadas entre o pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou um verdadeiro derretimento na imagem do presidenciável nas redes sociais.

Levantamento inédito da Nexus mostra que, dos 3 mil posts mais engajados entre quase 40 mil publicações no X, Instagram e Facebook, 65% fazem avaliações sobre a imagem do senador, enquanto 35% são neutros.

Entre as publicações opinativas, 69% são críticas a Flávio, contra 31% favoráveis.

As críticas se concentram na suposta “hipocrisia” do discurso bolsonarista e na proximidade entre Flávio e Vorcaro às vésperas da prisão do banqueiro. Internautas passaram a usar o termo “Bolsomaster” para associar a família Bolsonaro ao escândalo.

Segundo o estudo, há forte repercussão em torno do rastreamento do dinheiro e das contradições entre o discurso público da família e os áudios divulgados. Também ganhou força a narrativa de que Flávio teria buscado recursos milionários de um banqueiro já investigado pelo Banco Central, tornando a negociação politicamente tóxica, independentemente de eventual legalidade formal.

Parlamentares e influenciadores da direita — entre eles Renan Santos e Romeu Zema — passaram a tratar o episódio como um possível ponto de inflexão para a pré-candidatura presidencial de Flávio em 2026.

Entre os posts de maior repercussão aparecem pedidos de quebra de sigilo bancário, prisão preventiva e responsabilização penal.

Do outro lado, aliados do senador tentam sustentar a narrativa de que o caso envolve apenas “dinheiro privado para um filme privado”, sem uso de recursos públicos ou da Lei Rouanet. Também argumentam que Vorcaro financiou produções ligadas a Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer. Como reação, apoiadores lançaram uma campanha nas redes defendendo a criação de uma “CPI do Banco Master”.

Os defensores de Flávio também passaram a enquadrar o caso como uma operação articulada pela esquerda, pelo STF e pela imprensa para enfraquecer o que chamam de principal nome da direita para 2026. Nesse movimento, adversários internos, especialmente Zema, passaram a ser atacados por aliados bolsonaristas e classificados como “traidores” após criticarem o conteúdo dos áudios.

Derretimento

Segundo o sistema Hórus, que monitora o cenário político em tempo real, “o volume de menções negativas subiu de forma abrupta, com alta de 7 pontos percentuais. Hoje, 64,7% do que se fala sobre ele nas redes é negativo”, aponta, em seu perfil no X (ex-Twitter). “Trata-se do pior índice entre os candidatos monitorados e também do pior patamar registrado por Flávio desde que se lançou”.

O índice de confiança no senador também desabou, chegando a apenas 13,6%, o menor entre os candidatos relevantes.

Em volume geral de menções, Flávio lidera com 25%, mas é seguido de perto por Romeu Zema (23,4%). Denicoli destaca que o ex-governador mineiro saltou 13 pontos após criticar o senador.

“Isso indica que Zema tem sido beneficiado pela crise e passou a ser apresentado, por parte dos decepcionados com Flávio, como alternativa de voto no campo da direita e da centro-direita”, avalia o CEO da AP Exata e cientista de dados, Sérgio Denicoli. Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o presidenciável do Novo criticou diretamente o senador. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, disse o ex-governador. “É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil.”

O crescimento, porém, trouxe custos, com o ex-governador de Minas Gerais se tornando alvo de ataques de bolsonaristas que o acusam de oportunismo político. “Suas menções negativas subiram cerca de 4 pontos percentuais, principalmente por ataques de bolsonaristas, que passaram a enquadrá-lo como oportunista por causa das declarações contra Flávio”, avalia Denicoli. (As informações são de O Globo)

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