Domingo, 05 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de abril de 2026
As negociações de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a concretização da delação premiada enfrentam pelo menos três obstáculos: o tempo de prisão que ele terá que cumprir, o valor do ressarcimento e a inclusão de informações sobre ministros do STF.
Vorcaro demonstra resistência a admitir a prática de crimes e assumir o papel de “delator”, o que seria essencial para o avanço da colaboração premiada. Essa resistência é considerada natural por advogados e investigadores em um processo desse tipo, mas pode travar a construção do acordo. Vorcaro tem recebido diariamente advogados para definir os temas que serão abordados na delação. A partir daí, a defesa começará a negociar a pena e condições do acordo. O banqueiro indicou que não quer cumprir prisão em regime fechado.
Vorcaro completa um mês preso com rotina discreta
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro completou no sábado (4) um mês preso em meio às negociações para uma delação premiada. Ele foi detido no âmbito da terceira fase da operação Compliance Zero.
Vorcaro teve a ordem de prisão determinada no último mês pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), por tentativa de obstrução das investigações relacionadas ao Banco Master, instituição fundada e controlada por ele.
A movimentação em torno de uma delação começou quando a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão de Vorcaro.
Na Superintendência, na Asa Sul de Brasília, Vorcaro mantém uma rotina discreta. Não é visto pelos policiais durante o banho de sol, diferentemente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, quando ficou preso no mesmo local, era visto pelos agentes na hora em que saía da cela.
No quesito alimentação, Vorcaro está seguindo o padrão dos demais detentos: café da manhã com pão, leite, café e fruta, servidos na cela. No almoço e no jantar, há arroz, feijão, proteína e salada. Há, ainda, lanche da tarde e ceia.
Diariamente, o preso recebe visita de seus advogados. O principal deles, Sérgio Leonardo, é o mais frequente e tem ido à Superintendência desde 21 de março, após Vorcaro chegar à PF. Por duas terças-feiras seguidas, também recebeu o pai, Henrique Vorcaro. Com informações dos portais Estadão e CNN.