Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de maio de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez comentários sobre Luiz Inácio Lula da Silva e elogiou o presidente brasileiro em conversa com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante reunião realizada na Casa Branca, na última terça-feira (26). A informação foi divulgada pela correspondente da TV Globo em Washington, Raquel Krähenbühl.
Segundo a jornalista, Donald Trump repetiu os elogios a Lula que já havia feito anteriormente em declarações públicas. O teor completo da conversa, no entanto, não foi detalhado oficialmente pela Casa Branca nem pelos representantes do governo brasileiro.
Paulo Figueiredo, que acompanha Flávio e Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e estava presente no Salão Oval durante o encontro, confirmou a conversa entre Trump e o senador brasileiro. “O presidente Trump comentou sim sobre o encontro com o presidente Lula. Elogiou o seu dinamismo, mas também fez outros comentários que prefiro manter reservados”, afirmou.
Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente norte-americano na terça-feira, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. A imagem do encontro foi divulgada pelo próprio parlamentar em suas redes sociais e repercutiu entre aliados políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Flávio Bolsonaro, durante a reunião ele pediu a Donald Trump que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. O parlamentar também afirmou ter discutido temas ligados à segurança pública, tarifas comerciais e exploração de terras raras.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, declarou o senador.
De acordo com Flávio Bolsonaro, Trump respondeu que irá analisar a possibilidade de classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. Até o momento, não houve manifestação oficial do governo norte-americano sobre eventual mudança de status das organizações criminosas brasileiras perante a legislação dos Estados Unidos.
Atualmente, o governo Lula defende que os Estados Unidos não classifiquem PCC e CV como organizações terroristas. A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida poderia abrir margem para ações internacionais mais amplas, incluindo possíveis questionamentos sobre soberania e hipóteses de intervenção.
Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate ao crime organizado já prevê punições severas contra facções criminosas e que a lei antiterrorismo brasileira possui aplicação diferente da legislação voltada ao combate ao tráfico e às organizações criminosas.
A reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump ocorreu em meio à aproximação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro com setores conservadores norte-americanos e ao aumento das discussões sobre segurança pública, crime organizado e relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. (Com informações do portal de notícias g1)