Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Beira Rio e Zema: parceria que movimenta 500 mil pares por dia e 29,5 mil empregos

Na última quarta-feira (9), em Novo Hamburgo, Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio S.A., recebeu Romeu Zema, líder do Grupo Zema, para um encontro que foi além do protocolo. O diálogo entre dois empresários de trajetórias distintas, mas convergentes, trouxe à tona temas centrais da economia brasileira: confiança, eficiência e desenvolvimento.

A parceria entre Beira Rio e Zema, iniciada em 2006, foi o fio condutor da conversa. Hoje, a fabricante gaúcha é o principal fornecedor de calçados para o grupo mineiro, que soma cerca de 250 lojas em 470 cidades. Em mercados de pequenas e médias cidades, onde preço e credibilidade são decisivos, a marca consolidou-se como protagonista.

Zema resumiu: “Comprar da Beira Rio é contar com um fornecedor confiável, que entrega na data certa. Negociação existe, mas a parceria é sólida”. Argenta reforçou: “Nosso foco é oferecer produtos de qualidade e acessíveis, para que nossos clientes cresçam junto conosco”.

Esse diálogo ganha força quando se observa a escala da Beira Rio: fundada em 1975, a empresa produz 500 mil pares de calçados por dia, exporta para 115 países e gera 29,5 mil empregos diretos. Em 2025, projeta faturamento de R$ 6 bilhões. É nesse contexto que a parceria com o Grupo Zema se torna estratégica, pois conecta a potência industrial gaúcha ao varejo mineiro de capilaridade única.

A integração entre indústria e varejo foi apontada como vetor de eficiência. Com tecnologia, a fábrica acompanha vendas em tempo real, ajusta reposições e evita rupturas. “Isso reduz custos, evita desperdícios e torna a operação mais eficiente para ambos os lados”, explicou Zema.

O empresário mineiro também relembrou sua trajetória: de quatro lojas nos anos 1980 para quase 470 unidades hoje. “Sempre foi aprendizado. Mineiros e gaúchos têm química: o ‘tchê’ e o ‘uai’ combinam muito”, brincou.

A afinidade entre Beira Rio e Zema vai além dos números. Ambas são empresas familiares, que valorizam proximidade com colaboradores e reputação. “Temos muito em comum: relações próximas e cuidado com o nome que carregamos. Isso sustenta uma relação de ganha-ganha”, disse Zema.

O encontro também trouxe reflexões sobre gestão pública. Zema defendeu maior eficiência e transparência na condução dos recursos, aproximando a lógica estatal da disciplina privada. “Prestação de contas clara e acompanhamento responsável dos gastos fortalecem a confiança e melhoram o funcionamento das estruturas públicas”, afirmou.

Ao final, a mensagem é inequívoca: parcerias de longo prazo, baseadas em confiança e alinhamento de valores, são determinantes não apenas para o fortalecimento do setor, mas também para o desenvolvimento das comunidades.

Em tempos de volatilidade, a lição é clara: eficiência não é apenas reduzir custos, mas construir relações que resistem ao tempo. A química entre o “tchê” e o “uai” traduz um Brasil que cresce quando diferentes regiões se encontram, aprendem e prosperam juntas. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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