Quarta-feira, 11 de março de 2026

Blairo Maggi: “Ninguém ganha com uma guerra: ela tira a previsibilidade da vida das pessoas”

“A guerra sempre é um problema na vida das pessoas, e naturalmente, dos negócios. A guerra tira vidas, e afeta as rotinas da linha normal, a previsibilidade, o tempo que temos de fazer as coisas, como  exportar arroz, soja e milho, carregar um navio, chegar no seu destino, ser descarregado e processado”, avalia o empresário Blairo Maggi, ao comentar os reflexos práticos que a guerra do Oriente Médio podem trazer para o agronegócio brasileiro. Blairo Maggi tem uma vasta experiência como empresário, senador, ministro da Agricultura  e ex-governador de Mato Grosso. Considerado o maior produtor individual de soja do mundo, Blairo Maggi (através do Grupo Amaggi) é responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Ontem, ele apareceu pela primeira vez na lista anual de bilionários do mundo divulgada pela revista Forbes. Uma das personalidades agraciadas com o Troféu Brasil Expodireto, ele conversou em Carazinho com o jornalista Flavio Pereira.

A guerra pode afetar o fornecimento de fertilizantes e combustíveis para o agronegócio”, avalia Blairo Maggi

Segundo Blairo Maggi, outro reflexo da guerra “está no fornecimento de fertilizantes, petróleo, e vários outros insumos de que necessitamos.”

– Eu sempre vejo com preocupação porque episódios como este trazem grandes prejuízos para o setor agrícola. E temos ouvido com insistência que poderá acontecer uma escassez de petróleo. Ainda bem que o Brasi tem um percentual bom de biodiesel dentro do diesel, e o país pode adicionar mais, se for o caso, para compensar essa deficiência. Mas guerra nunca é bom, e sempre é prejuízo em vidas humanas em primeiro lugar, e em especial para o agronegócio: muito pouco se ganha com uma guerra, e  muito se perde”, comenta Blairo Maggi.

Falta de registro de nascimento exclui brasileiros de benefícios sociais, alerta o TCU

A falta do registro de nascimento está excluindo milhões de brasileiros da sociedade. Segundo o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, uma auditoria do Tribunal revelou que existem barreiras imensas que estão impedindo os mais vulneráveis e os mais pobres de acessar a políticas públicas essenciais. Isso impede que políticas públicas de órgãos como o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Conselho Nacional de Justiça disponham de metas claras, indicadores de desempenho ou processos de avaliação efetivos.

“Sem registro ninguém tem acesso aos serviços básicos de saúde ou assistência social. A pesquisa mais recente sobre registro foi feita em 2015,e hoje o Brasil ainda ignora quantos cidadoas estão invisíveis. Assim, quem mais precisa de ajuda acaba sendo deixado de fora, num ciclo cruel de exclusão”, alerta o ministro Augusto Nardes.

Brasil quer barrar plano dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

Em nome do presidente Lula, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira tratou do tema com Marco Rubio enquanto negocia viagem para encontro com Donald Trump em Washington. O tema foi tratado pelo telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio: a preocupação do governo brasileiro com a possibilidade de facções criminosas do país como o PCC e o Comando Vermelho serem classificadas por Washington como organizações terroristas estrangeiras.

Marcel van Hatten diz que Constituição assegura CPI do Banco Master

O deputado federal Marcel van Hatten (Novo) mencionou ontem a Constituição Federal e o Regimento Interno do Senado Federal como fontes que determinam: o presidente da Casa é obrigado a instaurar uma CPI se houver apoio de um terço dos senadores, fato determinado e prazo de trabalho.

– O “fato determinado” é conhecido por todos: as relações mais que suspeitas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Tome coragem, Alcolumbre! Cumpra suas obrigações e instaure a CPI do Banco Master!”, conclamou Marcel van Hatten.

Governador Eduardo Leite anuncia investimento de R$ 71 milhões para Proteção dos Direitos das Mulheres

Destaque positivo, ontem o governador Eduardo Leite anunciou Leite que serão investidos R$ 71 milhões no Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, e a aquisição de 3 mil novas tornozeleiras para monitoramento de agressores de mulheres.  O projeto trabalha com quatro eixos, que envolvem governança, acolhimento, capacitação e desenvolvimento, e enfrentamento à violência. Todas estas ações deverão ser realizadas em parceria com os municípios por meio programa de cofinanciamento, para o qual estão previstos R$ 15,7 milhões.

Na Assembleia, aprovado pacote de projetos para combater  violência contra a mulher

Em outra frente, a Assembleia Legislativa aprovou ontem, um pacote de 15 projetos de lei com foco no combate a violência contra as mulheres e os casos de feminicídio no Estado. A iniciativa foi anunciada como uma resposta do Parlamento gaúcho, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, à escalada da violência de gênero e ao aumento do número de feminicídios no Rio Grande do Sul nos últimos anos.

“Operação PHD”: Gaúchos aderiram à “rachadinha” das bolsas de pesquisa da Fapesc

Na manhã de ontem, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou no Rio Grande do Sul, a Operação PHD, que investiga um desvio de R$ 20 milhões em editais de pesquisa científica da Fapesc, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Passo Fundo, Santa Maria e Taquari, no Rio Grande do Sul. A operação apura a “rachadinha” nas bolsas de pesquisa: os beneficiários das bolsas obtidas mediante fraude, eram obrigados a repassar parte do valor mensal da bolsa para os cabeças do esquema financiado pela Fapesc.

Por Flavio Pereira.

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