Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Bolsa brasileira fecha em queda, após testar 191 mil pontos

O Ibovespa registrou novo recorde intradia e superou os 191 mil pontos pela primeira vez durante o pregão dessa segunda-feira (23), mas não sustentou o fôlego e fechou em baixa, pressionado principalmente por uma correção negativa nas ações de bancos, em dia de perdas em Wall Street com incertezas envolvendo a política comercial dos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,88%, a 188.853,49 pontos. Na máxima do dia, chegou aos 191.002,54 pontos. Na mínima, marcou 188.525,73 pontos. O volume financeiro somou R$ 32,29 bilhões.

Wall Street teve uma sessão negativa, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa comercial global de 15%, em resposta à decisão da Suprema Corte de invalidar um programa tarifário anterior do governo. O S&P 500 fechou em baixa de cerca de 1%.

Trump ainda advertiu nessa segunda os países contra recuo de acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que ele os atingiria com tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

Analistas e estrategistas citaram que o movimento reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global, bem como preocupações comerciais e geopolíticas, e que decisões ligadas ao tema devem adicionar volatilidade nos próximos dias.

Na visão do analista Nícolas Merola, da EQI Research, a política de tarifas dos EUA continuou ditando o tom nos mercados nessa segunda, mas desta vez com um efeito mais negativo, dada atitude mais combativa de Trump, com um percentual mais elevado e promessa de que continuará usando esses instrumentos.

No caso da bolsa paulista, o clima mais avesso a risco abriu espaço para uma realização de lucros, com o Ibovespa acumulando uma alta de 18,5% neste ano, considerando a pontuação máxima da sessão.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, a semana começou sob um ambiente de incerteza após novas mudanças na política tarifária anunciadas pelo presidente Donald Trump e os três principais índices de Wall Street fecharam em queda.

O índice Dow Jones recuou 1,66%, enquanto o S&P 500 caiu 1,04% e o Nasdaq teve baixa de 1,13%.

Na Europa, o tom foi de pressão sobre os mercados. Sem grandes notícias internas, o humor dos investidores refletiu principalmente as preocupações vindas do exterior, em especial dos EUA.

No fechamento, o índice STOXX 600 recuou 0,45%, para 627,70 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, a 24.991,97 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, recuou 0,22%, para 8.497,17 pontos. Já o FTSE 100, no Reino Unido, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, a 10.684,74 pontos.

Na Ásia, parte das principais bolsas, como Japão e China continental, permaneceu fechada por feriados, reduzindo o volume de negociações na região.

O Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,5%, aos 27.081,91 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 0,5%, enquanto o Sensex, na Índia, subiu 0,6%. Já o SET, da Tailândia, encerrou o dia praticamente estável.

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