Sábado, 23 de maio de 2026

Bolsa brasileira fecha em queda e acumula a maior série de perdas semanais desde 2018

Embora tenha ensaiado uma recuperação, com dois pregões de alívio, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda nessa sexta-feira (22), registrando a maior sequência de perdas semanais desde 2018. Pressionado pelo desempenho dos bancos, o indicador caiu 0,81% e terminou o dia aos 176.209 pontos.

Assim, encerra a semana – a sexta seguida de baixa – com recuo acumulado de 0,61%. A última vez que houve uma série de seis quedas semanais foi de 14 de maio a 18 de junho de 2018. Uma sequência maior, com sete semanas negativas, ocorreu apenas entre abril e maio de 2004.

No pregão, entre os bancos, o único que terminou o dia no positivo foi o Banco do Brasil, com alta de 0,58%. Por outro lado, as ações do Bradesco caíram 1,56%, do Itaú Unibanco tiveram queda de 1,72%, e os papéis do Santander recuaram 1,78%.

No noticiário do dia, os investidores acompanharam novamente as negociações que buscam um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, que já dura mais de dois meses. Sem grandes novidades, as incertezas permaneceram. Ainda no exterior, os analistas de mercado observaram a posse do novo presidente do Federal Reserve (FED, o Banco Central dos Estados Unidos), Kevin Warsh.

O novo chefe do Banco Central norte-americano disse, em cerimônia na Casa Branca, que atuará com uma orientação “reformista”, mas ainda não deu sinais acerca da trajetória da taxa de juros do país. Assim, manteve os investidores em compasso de espera por sinalizações mais claras.

Dólar

Já o dólar fechou a sexta-feira em alta de 0,55%, cotado a R$ 5,028. A moeda oscilou entre R$ 4,997, na mínima do dia, e R$ 5,031 na máxima. A tendência de alta foi consolidada logo no início da sessão, em linha com o movimento internacional.

De acordo com o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, o dólar voltou a superar os R$ 5, em um ambiente de maior cautela global e doméstica. “Após cair pontualmente no início do pregão, com fluxo comercial favorecido pelo barril de petróleo acima de US$ 100, a moeda recuperou força, acompanhando a alta dos ‘yields das Treasuries’ (retorno que o investidor receberá do Tesouro americano pela compra dos títulos públicos) e a valorização global”, explica.

Além disso, ele avalia que esse movimento de valorização da moeda norte-americana ganhou força após a Universidade de Michigan mostrar piora no sentimento do consumidor e avanço das expectativas de inflação no país. “Isso reforçou a percepção de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. A ausência de um acordo definitivo entre EUA e Irã ainda manteve o petróleo pressionado e sustentou o prêmio de risco global”, conclui Shahinil. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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