Sábado, 20 de julho de 2024

Bolsa cai 4,49% na semana, maior recuo em 4 meses

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (28), no último dia de negócios antes do segundo turno das eleições. O índice recuou 0,09%, a 114.539 pontos.

No dia anterior, o índice registrou alta de 1,66%, a 114.641 pontos. Com os resultados destes dois dias, o índice acumula queda de -4,49% na semana. No mês, a alta é de 4,09% e, no ano, de 9,27%.

Lana Santos, especialista de Renda Variável da Acqua Vero, diz que, embora a temporada de divulgação de resultados trimestrais tenha impactado as cotações, com as empresas do setor de siderurgia e mineração figurando entre as maiores baixas da bolsa no dia, o que mais pesou foi a cautela dos investidores em relação às eleições presidenciais deste domingo.

Na avaliação de João Beck, economista e sócio da BRA, o mercado já havia montado suas operações há alguns dias e agora só aguarda o novo cenário: “O que surpreendeu foi o volume enorme de proteções montadas, principalmente no mercado de derivativos, o que acabou servindo de âncora para qualquer oscilação em bolsa hoje a despeito do cenário altista lá fora.”

Mercado

No cenário local, indicadores econômicos do FGV Ibre mostram novo recuo do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), no terceiro mês seguido de taxa negativa. Já a confiança do comércio e dos serviços caíram em outubro, indicando desaceleração dos setores.

Agentes financeiros seguem atentos à reta final da corrida eleitoral, em meio ao temor de eventual contestação da credibilidade do processo e extensão da incerteza para além do segundo turno de domingo.

Flavio Pretti, planejador financeiro pela Planejar, disse à Reuters que o maior receio dos mercados no momento em relação ao pleito é de haver “instabilidade do processo democrático”.

Observadores do processo eleitoral enxergaram a movimentação da campanha de Jair Bolsonaro como uma tentativa de descredibilizar o pleito e preparar o terreno para eventual contestação do resultado caso saia perdedor.

Já o Goldman Sachs disse em relatório que o mercado financeiro doméstico deve “reagir positivamente a sinais de paz social, estabilidade política e reformas que alavanquem o investimento e o crescimento” no período após as eleições.

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