Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de novembro de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste sábado (29), uma semana preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sem o registro de forte comoção e manifestações no local ou pelo País. Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses pela condenação por liderar a trama golpista.
O ex-mandatário foi preso preventivamente no último sábado (22) e, na terça-feira (25), após o Supremo Tribunal Federal declarar que o processo por tentativa de golpe de Estado transitou em julgado, ou seja, foi concluído, ele iniciou o cumprimento da pena em regime fechado.
No final de semana de sua prisão, foi registrado embates intensos entre grupos favoráveis e contrários a Bolsonaro, ainda que em grupos pequenos. Na sequência dos dias, porém, houve uma dispersão de manifestações onde o político está preso.
A prisão preventiva ocorreu após a Polícia Federal (PF) apontar risco de fuga durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside, o Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.
Na decisão, também constou que o ex-presidente tentou violar a tornozeleira com um ferro de solda e, segundo Moraes, a tentativa de rompimento indicava intenção de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
Após a prisão, apoiadores e opositores se reuniram em frente ao local e chegaram a protagonizar embates; no entanto, ambos os grupos não se destacaram por estarem em grande quantidade. Na ocasião, opositores ao ex-presidente chegaram a estourar uma garrafa de champanhe para celebrar a decisão, o que gerou um princípio de confusão no local.
No mesmo dia, Flávio convocou uma vigília próxima ao condomínio, por volta das 19h, para orar pela vida do ex-presidente.
Para simbolizar Bolsonaro, o grupo se reuniu ao redor de um boneco de papelão em tamanho real com a imagem do ex-presidente. Com um volume um pouco maior de apoiadores, mas ainda não volumoso, o encontro contou com uma polêmica envolvendo um opositor, que invadiu o local e chegou a dizer que espera que Jair Bolsonaro seja julgado e condenado por abrir “700 mil covas na pandemia”.
No domingo (23), a entrada da Superintendência voltou a ser palco de manifestações: cerca de 15 pessoas se mobilizaram em frente ao prédio com faixas e fazendo orações. No entanto, ao entardecer, os apoiadores se dispersaram e a madrugada foi sem movimentação, contando apenas com a presença da imprensa.
Na segunda-feira (24), o dia seguiu com o mesmo roteiro, com pequenas manifestações e sem muito alarde. Na terça-feira, o STF declarou o trânsito em julgado para o ex-presidente e outros réus do núcleo 1 da trama golpista. O STF também determinou que a pena será cumprida no mesmo local em que ele já cumpria a preventiva, na superintendência da PF.
Não houve grandes mobilizações após a decisão. O local ficou marcado por algumas buzinas e gritos de pessoas que se manifestavam favoráveis ou contrárias à decisão, além de alguns rostos conhecidos das vigílias e manifestações anteriores.