Sábado, 24 de fevereiro de 2024

Bolsonaro escala general ligado a Braga Netto para ser ponte na transição na área da Defesa

O Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, indicou o general Sérgio José Pereira, secretário-geral da pasta, para ser o interlocutor com a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O general é considerado um homem de confiança do ex-ministro Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro.

Pereira foi secretário-executivo da Casa Civil no período em que Braga Netto era o titular, entre março de 2002 a abril de 2021. Depois, acompanhou o ministro quando ele assumiu a Defesa. Braga Netto deixou o comando da pasta em abril deste ano para disputar as eleições, mas general Sérgio Pereira permaneceu no posto, mesmso quando o então comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, foi nomeado ministro da Defesa.

Antes, Pereira já tinha trabalhado com Braga Netto nos Jogos Olímpicos do Rio e também no Gabinete de Intervenção Federal no estado do Rio de Janeiro. Os dois generais se formam juntos na turma de 1978 da Academia Militar das Agulhas Negras

O presidente eleito Lula adiou a escolha dos nomes da equipe de transição para a área de Defesa e Inteligênca. O primeiro reúne órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Já o segundo é considerado o mais sensível de todos, sem qualquer previsão de quando terá uma equipe para cuidar da área definida. O time do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), trabalha para encontrar nomes que sejam, ao mesmo tempo, alinhados com o seu governo e bem recebidos pelas Forças Armadas.

Veto de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) proibiu os comandantes militares de tratarem com o governo de transição sobre os novos nomes para substituí-los. Segundo fontes que não quiseram ter seu nomes revelados, aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), receberam essa informação ao buscarem negociação com os atuais comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército.

Essa falta de interlocução seria o motivo de, até agora, não terem sido anunciados os integrantes do subgrupo de Defesa.

A determinação estaria causando constrangimento já que os militares não querem afrontar uma ordem direta do presidente em exercício, mas também entendem que é necessário iniciar o processo de transição para o novo governo.

Permanecendo o impasse, petistas estariam estudando a possibilidade de que o vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB) convoque publicamente o ministro da Defesa para uma conversa.

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