Terça-feira, 21 de maio de 2024

Bolsonaro se irrita e manda aliados descerem do palanque: “Não é comício”

O ex-presidente Jair Bolsonaro protagonizou neste sábado uma cena de irritação durante agenda em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, quando expulsou aliados que estavam em seu palanque. Segundo ex-mandatário, o local não era “comício político”.

— Vamos descer todo mundo aqui. Quem é candidato a qualquer coisa aí, desce. Não é comício político — pediu Bolsonaro.

Ao seu lado, ficaram apenas o governador do estado, Jorginho Mello (PL), o senador Jorge Seif (PL) e o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PL). O seu filho mais novo, Jair Renan, disputará uma vaga como vereador do município.

Segundo a Revista Veja, a irritação de Bolsonaro ocorreu após um desejo seu ser descumprido. O ex-presidente teria solicitado que duzentos prefeitos catarinenses fossem levados ao palco do evento, mas teria sido informado que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que a estrutura só seria capaz de sustentar 130 pessoas.

Ao longo da agenda, Jorginho Mello e Bolsonaro trocaram afagos. Segundo o ex-presidente, o governador é o melhor gestor estadual da região Sul e “quiçá do Brasil”.

A presença de Seif no palanque reforçou um apoio ao senador, que terá um pedido de cassação analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira. Segundo ação movida pela coligação estadual “Bora Trabalhar”, composta pelo Patriota, PSD e União Brasil, Seif teria usado cinco aeronaves da loja Havan durante a campanha de 2022, sem prestar contas à Justiça Eleitoral.

Condomínio

Além de casas de seis deputados bolsonaristas, o condomínio onde mora Jair Bolsonaro em Brasília também foi alvo de protestos do Levante Popular da Juventude nessa segunda-feira (1º). As informações são do colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

Os “escrachos” dos ativistas ocorreram em alusão os 60 anos do golpe militar de 1964. Os bolsonaristas alvos das manifestações de hoje são apontados pelo grupo como “personalidades da extrema-direita que articularam a tentativa de golpe em 08 de janeiro de 2023”.

No caso de Bolsonaro, os militantes levaram cartazes para a entrada do condomínio Ville de Montagne, no Jardim Botânico, região nobre da capital onde mora o ex-presidente. A pista que dá acesso ao local também foi pichada com dizeres de que “aqui mora um golpista”.

Além de Bolsonaro, houve protestos em frente aos locais onde moram seis deputados: Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, Clarissa Tércio, André Fernandes, Silvia Waiãpi, Pedro Lupion e Marcelo Alvaro Antônio.

Clarissa, Fernandes e Silvia são investigados em inquéritos abertos no STF por supostamente incitarem o movimento extremista de 8 de Janeiro.

Nos “escrachos”, que ocorreram em dez Estados, também foram alvos o ruralista Antônio Galvan, investigado no Supremo por incentivo a atos antidemocráticos e candidato derrotado ao Senado por Mato Grosso em 2022 pelo PTB, e a sede do União Brasil em Roraima.

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