Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de janeiro de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou nesSa quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Depois dos exames, o ex-presidente voltou ao local onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala da PF. A suspeita de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames.
Ele passou mal na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada por médicos e pela Polícia Federal.
Ele chegou pela manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido a uma tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
* Tomografia Computadorizada de Crânio
Exame de imagem que utiliza raios-x e tecnologia computadorizada para gerar cortes detalhados da cabeça.
— Para que serve: identifica fraturas, hemorragias, coágulos, tumores e outras alterações estruturais. É muito usada em casos de trauma craniano para diagnóstico rápido e também para acompanhar a evolução de doenças ou planejar cirurgias.
— Como é feito: o paciente deita em uma maca que passa por um equipamento em formato de túnel. Pode ser necessário usar contraste. O exame dura poucos minutos e exige imobilidade.
* Ressonância Magnética de Crânio
Utiliza campo magnético e ondas de rádio — sem radiação — para produzir imagens detalhadas do cérebro e estruturas internas da cabeça.
— Para que serve: indicada para avaliar tumores, aneurismas, AVC, inflamações, esclerose múltipla e outras lesões neurológicas. Também é usada para monitorar tratamentos e planejar cirurgias.
— Como é feito: o paciente entra em um túnel magnético, podendo receber contraste à base de gadolínio. O exame dura cerca de 30 minutos, é barulhento e exige imobilidade.
* Eletroencefalograma
Registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo.
— Para que serve: ajuda a diagnosticar epilepsia, alterações de consciência, distúrbios do sono, encefalites e sequelas de AVC. Também pode indicar morte cerebral ou monitorar anestesia.
— Como é feito: são fixados eletrodos com gel na cabeça, e o paciente segue estímulos simples, como abrir e fechar os olhos. O exame dura de 20 a 40 minutos.
A tomografia mostra estruturas ósseas e possíveis sangramentos; a ressonância detalha tecidos moles e lesões neurológicas; e o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral.
Combinados, oferecem uma visão completa da anatomia, do funcionamento e de possíveis alterações no cérebro, fundamentais para diagnóstico e definição de tratamento.
Queda
Bolsonaro teve um traumatismo craniano leve na madrugada de terça. Inicialmente, a suspeita era de que ele teria caído da cama na sala de Estado-maior da Superintendência da PF em Brasília.
Nessa quarta, contudo, a equipe médica disse que, conforme os relatos do ex-presidente, ele tentou caminhar e caiu na cela.
O acidente ocorreu seis dias após o ex-presidente receber alta após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.
O ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob observação.
No início da tarde de terça, a Polícia Federal divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.
Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.
Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).