Domingo, 01 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de fevereiro de 2026
O Bradesco revisou para baixo suas estimativas para as taxas médias de desemprego de 2026 (6,5% para 5,9%) e 2027 (de 7% para 6,8%). Em relatório, a equipe de economistas do banco, chefiada pelo economista Fernando Honorato, destacou que algumas mudanças estruturais têm contribuído para um desemprego mais baixo no País.
“Além da ampliação dos serviços por aplicativos, alguns efeitos das reformas feitas nos últimos anos, como o aumento da participação das pessoas acima de 40 anos e o crescimento de empregos com carga horária inferior a 40 horas semanais, contribuem para manter a taxa de desemprego em níveis mais baixo”, salientaram em relatório divulgado na sexta-feira.
No documento, o Bradesco reforçou sua avaliação de curto prazo de que a economia brasileira tem se aproximado do chamado “soft landing”.
“O crescimento vem mostrando moderação, com dinâmicas distintas entre consumo e investimentos, a inflação segue em desaceleração e a moeda seguiu bem comportada, em um ambiente mais favorável para países emergentes. O ciclo de corte de juros se aproxima e vemos um espaço razoável para afrouxamento neste ano, ainda mantendo a Selic em um patamar restritivo”, informaram os economistas.
O cenário inclui expectativa de que a inflação desacelerará de 3,8% no fim deste ano para 3,4% no encerramento do ano que vem.
Pnad
A taxa de desemprego no país foi de 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025. O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre móvel anterior, finalizado em novembro (5,2%) e abaixo do resultado de igual período de 2024 (6,2%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foi a menor taxa da série histórica da pesquisa, informou o IBGE.
A taxa foi influenciada por expansão da ocupação no mercado de trabalho, principalmente no setor de serviços, destacou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy. “Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho”, disse Beringuy, em comunicado sobre a Pnad.
“A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, completou, no informe.
Com o desempenho fechado do último mês do ano passado, o desemprego em 2025 encerrou ano com taxa média anual em 5,6%, menor taxa anual da série histórica iniciada em 2012. Em 2024, a taxa média anual de desemprego foi de 6,6%. (As informações são do Valor Econômico e O Estado de S. Paulo)