Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de setembro de 2026
Uma situação comum na vida de todo internauta é abrir um site e perceber que, mesmo após limpar o histórico, continua logado na página. Isso pode acontecer graças aos cookies, pequenos arquivos que armazenam informações de navegação dos usuários para otimizar sua experiência digital. O problema é que esses arquivos também são visados por cibercriminosos. E o Brasil está entre os países com maior volume de cookies roubados.
Cookies brasileiros em alta
Um estudo publicado em agosto de 2026 revelou um dado alarmante: entre junho de 2025 e junho de 2026, foram identificados 2,83 bilhões de cookies de usuários brasileiros em posse de criminosos. Apenas a Índia registrou um número superior, com 4,68 bilhões.
É importante esclarecer, porém, que esses 2,83 bilhões não correspondem ao número de pessoas afetadas. Um único computador comprometido pode armazenar centenas ou até milhares de cookies. Trata-se, portanto, do volume de registros capturados, e não do quantitativo de vítimas. Ainda assim, o montante é expressivo e preocupante.
O que são cookies e por que os criminosos os roubam
De modo simplificado, um cookie é um pequeno arquivo de texto armazenado no navegador do usuário. Ele pode guardar preferências, itens de carrinho de compras e dados de autenticação. Quando um usuário retorna a um site e continua conectado sem precisar inserir novamente a senha, isso pode acontecer graças a um cookie de sessão.
O problema surge quando um invasor consegue roubar esse cookie de sessão. Nesse caso, ele pode usar a sessão já autenticada para acessar a conta sem precisar conhecer a senha, fazendo com que o sistema reconheça o acesso como legítimo. É o que os especialistas denominam “sequestro de sessão”.
Protegendo seus cookies
A proteção dos cookies deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de privacidade e segurança digital, incluindo medidas básicas de cibersegurança, como:
Usar ferramentas de segurança digital
Se você costuma pesquisar “VPN o que é” ou “para que serve antimalware”, vale conhecer melhor esses recursos. Ferramentas de proteção digital podem ajudar a reduzir diferentes riscos no dia a dia online.
Uma VPN, por exemplo, ajuda a aumentar a privacidade online ao criptografar o tráfego de internet, especialmente durante o uso de redes Wi-Fi públicas.. Já as ferramentas antimalware ajudam a detectar e bloquear arquivos maliciosos que podem infectar dispositivos e roubar dados. Algumas VPNs premium também incluem recursos antimalware, o que faz delas ferramentas mais abrangentes de segurança online.
Ter cautela com extensões de navegador
É um erro comum dar permissões desnecessárias a extensões recém-instaladas. O problema é que muitas solicitam autorização para “ler e alterar todos os dados nos sites visitados”, o que basicamente permite que elas acessem e modifiquem informações de navegação sem nenhum controle. Extensões maliciosas podem abusar dessas permissões para roubar dados. Já malwares como o BoryptGrab podem roubar cookies, credenciais e outras informações armazenadas no navegador..
Prestar atenção em links e anexos recebidos
Por mais repetida que seja essa recomendação, ela continua sendo negligenciada. E os criminosos, contentes, seguem recorrendo à engenharia social e a mensagens com tom de urgência para induzir as vítimas a agir impulsivamente, clicar em links maliciosos e infectar seus dispositivos.
De olhos bem abertos
O fato de o Brasil ocupar a segunda posição entre os países com maior volume de cookies roubados é um alerta que não deve ser ignorado: um cookie de sessão, se roubado, pode trazer consequências graves ao usuário. Felizmente, com as recomendações acima, é possível reduzir as chances de fazer parte dessas estatísticas preocupantes.