Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021

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Brasil recebe nova remessa de vacinas contra a covid-19 da Pfizer

Um avião carregado com mais 1,7 milhão de doses da vacina contra covid-19 da Pfizer chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (22), pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A aeronave pousou às 7h.

Esta foi a segunda entrega que a farmacêutica faz na semana. Na quinta (21), o terminal de Campinas recebeu uma aeronave com 1.263.600 doses que saíram da fábrica da Pfizer em Puurs, na Bélgica.

Com as duas remessas, a companhia já enviou ao País 14,9 milhões de doses em oito lotes referente ao segundo contrato de 100 milhões de doses da empresa com o governo federal — o primeiro foi concluído na primeira semana de outubro. Todos as remessas desse novo lote saem da fábrica da empresa na Europa com destino ao Brasil.

Os imunizantes são descarregados em Viracopos e enviados para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), sob escolta da Polícia Federal (PF).

Primeiro contato

A farmacêutica americana encerrou a entrega das 100 milhões de doses previstas no primeiro contrato no dia 5 de outubro. O envio da última remessa do primeiro acordo ocorreu com atraso, após o voo com 1,1 milhão de imunizantes ser remanejado por “questões logísticas”.

A Pfizer utilizou o Aeroporto de Viracopos para todas as entregas ao Brasil até agora. A primeira remessa geral teve 1 milhão de doses e foi recebida pelo país em 29 de abril, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Segundo a Pfizer, as doses enviadas ao Brasil são produzidas em duas fábricas nos Estados Unidos, Kalamazoo e McPherson, além de uma fábrica na Europa, Purrs na Bélgica.

A logística de entrega das doses ao governo federal conta com apoio da Receita Federal, Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Ainda no terminal de Viracopos, equipes da Receita desenvolveram um processo chamado desembaraço sobre nuvens, que permite a antecipação da conferência e liberação da carga — o processo entre a abertura da porta de carga do avião e liberação do caminhão ocorre em até 20 minutos.

Histórico

A vacina da Pfizer/BioNTech chegou a ser alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal. Ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.

Também em dezembro de 2020, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas.

A vacina foi a primeira a obter registro sanitário definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em fevereiro deste ano.

O imunizante pode ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas. A vacina é a única que pode ser aplicadas em menores de 18 anos no Brasil.

Inicialmente a autorização da Anvisa permitia o uso a partir de 16 anos. Mas o órgão autorizou a mudança na bula da vacina no País. Entretanto, ainda não há perspectivas de vacinação dessa faixa etária no Brasil.

A ampliação da idade em adolescentes foi aprovada depois de a Pfizer apresentar estudos que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.

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