Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de fevereiro de 2026
A satisfação amorosa é um dos fatores que contribuem para a sensação de bem-estar, o que aumenta a qualidade de vida de uma população. Uma nova pesquisa global da Ipsos, chamada Love Life Satisfaction 2026 (Satisfação na vida amorosa, traduzido do inglês), mostra que, entre os brasileiros, as pessoas da geração X (nascidos entre 1965 e 1980) são as mais satisfeitas com a vida sexual e amorosa.
Segundo os pesquisadores, eles representam 67% daqueles que afirmam ter alcançado um equilíbrio ideal nos relacionamentos. Já os millennials (1981 e 1996) ocupam o segundo lugar, com 61%. Estes são seguidos pela geração Z (1996 e 2010), correspondendo a 57%. Em último lugar estão os baby boomers (1945 e 1964), que apresentam o menor índice de satisfação, de 52%.
Além disso, os resultados indicaram que as mulheres estão em relacionamentos menos satisfatórios que os homens. Enquanto 63% dos participantes masculinos se declaram satisfeitos, 55% das brasileiras dizem estar satisfeitas com suas vidas amorosas. Na média global, a diferença se mostra menor: homens correspondem a 61% e mulheres a 58%.
Brasil é o país mais descontente entre os latino-americanos
Em relação a outros países latino-americanos e asiáticos, o Brasil é o mais descontente com a vida sexual, com 59%, porcentagem 1% menor do que o ano anterior. Já a Tailândia (78%), Indonésia (78%) e México (72%) estão na liderança numa lista de 29 países. O Japão, por sua vez, aparece por último, com 33%.
Na pergunta se os entrevistados se sentem amados, os brasileiros mais uma vez aparecem abaixo dos demais países da região, com 74% (1% a menos que 2025, como na vida sexual). México (86%) e Colômbia (87%) lideram neste ranking entre os 29 países. Aqui também o Japão aparece em último, com 51%.
Em uma média global, três em cada cinco entrevistados (60%) estão satisfeitos com suas vidas amorosas/sexuais, sendo as pessoas casadas (72%) significativamente mais propensas do que pessoas solteiras (50%) a relatar satisfação nesse indicador.
Já no Brasil, a satisfação com a vida sentimental/sexual dos casados, de 83%, é maior do que a dos solteiros, que apresentam 70%. Por outro lado, o valor da satisfação dos solteiros brasileiros está 20% acima da média global.
Globalmente, os tailandeses lideram a tabela deste ano por serem os mais felizes com seus cônjuges/parceiros (95%) e suas vidas românticas/sexuais (78%) entre todos os 29 países do Índice de 2026. Japão e Coreia do Sul, mais uma vez, apresentam o nível mais baixo de satisfação entre os países pesquisados para o relatório.
No mesmo cenário, 78% dos brasileiros se dizem satisfeitos, o menor índice entre os países da região. Peru, com 87%, e Chile e Colômbia, ambos com 86%, são os mais satisfeitos.
“Holanda e Espanha são os únicos países europeus a figurarem entre os dez primeiros pelo segundo ano consecutivo, ainda que grande parte da região, em termos relativos, apresente níveis de satisfação relativamente baixos com suas vidas amorosas em comparação com o resto do mundo”, destaca Lucymara Andrade, diretora de pesquisas de marca na Ipsos.
A pesquisa foi realizada em 29 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, por meio de sua plataforma IndiaBus. A Ipsos entrevistou um total de 23.268 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.
No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.