Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
Dados preliminares do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) apontam que o Brasil encerrou 2025 com um emplacamento total de aproximadametne 2,7 milhões de unidades leves e pesadas (carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões, todos zero-quilômetro). O resultado representa um crescimento de apenas 2% em relação ao ano anterior. Os dados consolidados serão divulgados nesta semana pela Fenabrave (associação dos distribuidores).
Há um ano, a Anfavea (associação das montadoras) acreditava em uma alta de 5,6% na comercialização. A Selic (taxa básica de juros do País) estava em 12,25%. Já a Fenabrave projetava uma alta de 5%.
O resultado previsto já considerava que as taxas subiriam ao longo do ano, o que limitaria o setor. As seguidas altas – até chegar aos 15% atuais – tiveram impacto maior que o esperado nos emplacamentos, com retração na segunda metade de 2025.
Pois o primeiro semestre (janeiro a março) terminou com alta de 4,8% nas vendas, com sinais fortes de desaceleração no segmento de caminhões. O problema aumentou nos seis meses seguintes (abril a setembro), quando os licenciamentos de veículos leves também registraram queda ante o mesmo período em 2024.
Ao separar os dados de veículos leves e pesados, é possível perceber que os mercados de carros de passeio é de comerciais de pequeno porte cresceram, respectivamente, 2,5% e 3%. Enquanto o primeiro teve 2 milhões de emplacamentos, o segundo fechou 2025 com 555 mil unidades licenciadas. Já o segmento de caminhões encerrou o ano com 113,5 mil unidades comercializadas (-9%).
Crédito federal
O governo federal anunciou a liberação de R$ 6 bilhões em crédito para estimular a compra de veículos no País. A medida busca aquecer o mercado automotivo, facilitar o acesso ao financiamento e renovar a frota circulante, com recursos direcionados a linhas específicas de financiamento, com condições diferenciadas para pessoas físicas e jurídicas. A iniciativa íntegra a política de incentivo à indústria nacional e ao consumo interno.
O programa prevê financiamentos com juros reduzidos e prazos mais longos para a compra de veículos novos e usados. As operações ocorrerão por meio de bancos públicos e instituições financeiras habilitadas. As condições variam conforme o perfil do comprador, a finalidade do uso e o tipo de veículos adquiridos. Empresas poderão acessar linhas voltadas à renovação de frotas, enquanto pessoas físicas terão opções para uso pessoal.
Podem solicitar o crédito consumidores com cadastro regular e empresas com situação fiscal em dia. O programa prioriza compradores de veículos mais eficientes, com menor impacto ambiental e produção nacional. Micro e pequenas empresas também entram no escopo da medida, com foco em atividades que dependem diretamente de veículos para geração de renda, como transporte e serviços.
Com o novo crédito, o mercado passa a contar com maior volume de recursos disponíveis e regras mais flexíveis. A expectativa é ampliar o número de financiamentos aprovados e reduzir o custo final dos veículos para o consumidor. Na prática, a liberação de R$ 6 bilhões tende a impulsionar vendas, estimular a indústria e facilitar a troca de veículos antigos por modelos mais novos. (com informações da Folha de S.Paulo)