Domingo, 19 de maio de 2024

Brasileiro, mulher e filho morrem atropelados em ponto de ônibus em São Francisco, nos Estados Unidos

O brasileiro Diego Cardoso de Oliveira, de 40 anos, sua esposa Matilde Ramos Pinto, de 38, e o filho mais velho do casal, de apenas um ano, foram atropelados e mortos em um ponto de ônibus em São Francisco, Califórnia, Costa Oeste dos Estados Unidos, na tarde de sábado (16).

A informação foi confirmada pelo gabinete de medicina legista da cidade de São Francisco.

Segundo a polícia local, a família foi atingida por uma SUV. Diego e o pequeno Joaquim morreram na hora. A mulher chegou a ser socorrida e levada para o hospital, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

O filho mais novo do casal, um bebê, foi encaminhado ao hospital com ferimentos graves. No último boletim divulgado pela polícia, na segunda (18), o quadro de saúde dele seguia grave.

A prefeita de São Francisco, London Breed, publicou nas redes sociais que compareceu ao local do acidente e a cena encontrada era “devastadora”.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press (AP), um amigo do casal afirmou que eles estavam a caminho do zoológico quando o acidente ocorreu.

A motorista da SUV, Mary Fong Lau, de 78 anos, foi hospitalizada e detida. Ela foi autuada por homicídio culposo sob direção de veículo automotivo, direção imprudente resultando em ferimento e violações das leis de trânsito.

Segundo o advogado Samuel Geller, que atua na defesa Mary, a motorista já foi liberada pela polícia, mas segue internada no hospital. Ele afirmou que, uma vez de alta, a cliente poderá ir para casa.

Diego era de São Paulo e fez faculdade de design digital, na Anhembi Morumbi, na capital paulista. Após trabalhar em agências de publicidade no Brasil e no Reino Unido, se mudou para os Estados Unidos, onde atuava como diretor de criação associado à Apple.

A portuguesa Matilde Ramos estudou em Lisboa e trabalhava como produtora executiva de filmes na empresa RSA Films, primeiro em Londres e depois na Califórnia. Ela estava casada com Diogo há cerca de quatro anos.

Amigos e conhecidos fizeram uma vigília para a família. Flores, cartazes e fotos foram colocados no local do acidente em homenagem a eles.

O caso segue sob investigação.

A defesa de Mary Fong Lau afirmou que ainda não pode falar sobre o depoimento dado pela cliente à polícia. Também não soube informar se a família da motorista está prestando algum tipo de suporte aos familiares das vítimas.

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