Quarta-feira, 04 de março de 2026

BRDE como modelo nacional para o financiamento do turismo

 

O desempenho do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no apoio ao turismo mostra que políticas de crédito bem estruturadas podem transformar crises em oportunidades. Com quase R$ 1 bilhão em financiamentos desde 2018, o banco consolidou-se como o principal agente do Fungetur no Sul do Brasil, sustentando empresas e comunidades em momentos críticos e projetando o setor como vetor de desenvolvimento sustentável.

Resiliência e reconstrução

A atuação do BRDE durante a pandemia e, sobretudo, após as enchentes de 2024, evidenciou a importância de um agente regional especializado. O crédito emergencial garantiu que hotéis, pousadas e parques reabrissem rapidamente, preservando empregos e evitando o colapso de destinos turísticos que dependem da atividade para sobreviver.

Capilaridade e inclusão

O diferencial do BRDE está na abrangência. Ao contrário de instituições que concentram recursos em grandes empreendimentos, o banco alcança toda a cadeia produtiva: de redes hoteleiras a pequenos negócios familiares. Essa capilaridade democratiza o acesso ao crédito e fortalece o ecossistema turístico como um todo.

Comparativo nacional

O desempenho do BRDE coloca o Sul em posição de destaque frente a outras regiões. Estados como São Paulo e Bahia têm forte demanda turística, mas não contam com um agente regional tão dedicado. O resultado é que o Sul conseguiu transformar financiamento em desenvolvimento diversificado, com impacto direto na economia e na identidade cultural.

Oportunidade para o Brasil

Replicar esse modelo em outras regiões seria estratégico. O turismo brasileiro é diverso e tem potencial imenso — do ecoturismo amazônico ao patrimônio histórico mineiro e à riqueza cultural nordestina. Um sistema de crédito regional inspirado no BRDE poderia acelerar investimentos, garantir sustentabilidade e ampliar a competitividade nacional.

O BRDE prova que o financiamento público, quando bem direcionado, é capaz de gerar impacto econômico, social e cultural. Mais do que um banco, tornou-se parceiro do desenvolvimento sustentável. O Brasil precisa olhar para essa experiência e considerar sua expansão: transformar o turismo em política de Estado, com crédito acessível e inclusivo, é caminho para fortalecer a economia e projetar o país no cenário internacional. (por Gisele Flores)

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