Sexta-feira, 13 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de março de 2026
As buscas no Google por “gasolina” no Brasil alcançaram o maior patamar nos últimos três anos, em meio à alta global do preço do petróleo e de combustíveis por causa da guerra no Irã. O auge das pesquisas aconteceu na última quarta-feira (11), um dia antes de o governo Lula zerar os impostos federais na importação e comercialização do diesel. A pesquisa mais frequente no País é “a gasolina vai subir?”, segundo um levantamento do Google Trends.
O recorde anterior aconteceu em 1º de março de 2023. Naquela época, o preço médio da gasolina subiu 6% depois que o governo voltou a cobrar impostos federais no setor.
Globalmente, a procura no Google sobre o combustível chegou ao maior nível em quatro anos, de acordo com o levantamento. O interesse por “petróleo” nas pesquisas cresceu 70% no Brasil e 90% no mundo.
Rota do petróleo
No último dia 28, Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã, deflagrando um conflito internacional. As hostilidades impactaram diretamente o Estreito de Ormuz, que serve de rota de 25% do petróleo do mundo todo. Com isso, o preço do petróleo internacional tem aumentado.
Corte de impostos
Na quinta-feira (12), o presidente Lula (PT) e ministros anunciaram o corte dos dois impostos federais que incidem no preço do óleo diesel.
Haverá isenção no pagamento do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Lula ainda pediu que governadores estudem a redução de ICMS sobre combustíveis para evitar o aumento do preço nos postos.
Com a medida, o governo espera uma redução de R$ 0,64 por litro nos preços do diesel nas refinarias. O combustível costuma pressionar mais a inflação do que a gasolina, uma vez que é usado nos caminhões que escoam a safra agrícola e nas máquinas que fazem o plantio das safras.
Em outra frente, o Ministério da Justiça pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em quatro estados e no Distrito Federal. Segundo a pasta, há indícios de preços abusivos porque a Petrobras não anunciou aumento dos valores nas refinarias.