Terça-feira, 17 de maio de 2022

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Cada 1 real investido em publicidade rende mais do que 8 reais para a economia brasileira

Cada R$ 1 investido em publicidade no ano passado gerou R$ 8,54 na economia brasileira. É o que aponta o estudo “O valor da publicidade no Brasil”, encomendado pelo Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP) à Deloitte.

A pesquisa foi feita com base em um modelo econométrico que analisa a correlação entre valor bruto investido em compra de mídia e o PIB, desenvolvido pela Deloitte no Reino Unido e adaptado no Brasil. Foram utilizados dados Kantar Ibope Media e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a consultoria, a modelagem da pesquisa confirma que há uma correlação positiva entre investimento publicitário e crescimento do PIB. Cerca de 1% de aumento no investimento publicitário está associado a um crescimento de 0,06% no PIB per capita.

Na prática, isso indicou que, a cada R$ 1 aplicado na publicidade em 2020, houve um incremento de R$ 8,54 na economia. Considerando que a compra de espaços publicitários nos principais meios e veículos totalizou R$ 49 bilhões no ano passado, o impacto estimado da publicidade na economia brasileira foi de R$ 418,8 bilhões no período (o equivalente a 6% do PIB).

“Melhores resultados do PIB estimulam a atividade econômica e novos investimentos, o que alimenta um ciclo de crescimento que incentiva ainda mais os investimentos publicitários. Assim, é de se esperar que os efeitos da publicidade na economia sejam crescentes”, escreveu a equipe de pesquisa da Deloitte, no relatório.

“O efeito multiplicador do investimento em publicidade já é bem conhecido tanto pelos anunciantes quando pelos estudiosos do assunto. O estudo da Deloitte reafirma esta certeza e baliza o fator de multiplicação da publicidade no Brasil, mesmo em um ano marcado por enormes desafios em razão da tragédia da pandemia”, disse Caio Barsotti, presidente do CENP, na divulgação do estudo.

Desafios

O estudo também destaca os desafios enfrentados na última década pela economia brasileira, com a desaceleração do crescimento do PIB, além dos impactos da covid-19 sobre a atividade no País.

A emergência sanitária fez os investimentos em mídia realizados por agências de publicidade amargarem uma queda de cerca de 20% em 2020. Somado a isso, efeitos socioeconômicos provocados pela pandemia impactaram o poder de consumo da população.

Apesar dos desafios, porém, líderes do setor publicitário como anunciantes, agências, veículos e entidades ouvidos pela pesquisa afirmaram que, por conta da necessidade de isolamento e da utilização de recursos digitais, a pandemia acelerou transformações no setor publicitário.

A TV teve picos históricos de consumo e 75% dos recordes de audiência dos últimos cinco anos ocorreram no ano passado. O consumo de vídeo online também foi acentuado.

Com o avanço da digitalização e conectividade, novos meios e formas de consumo do conteúdo publicitário ganham tração entre as transformações pelas quais passa o setor.

De acordo com o estudo, isso inclui tendências como o aumento da publicidade mobile first, que prioriza a experiência em dispositivos móveis; a ampliação dos espaços de interação entre veículos tradicionais de comunicação e consumidores; o so da publicidade “multitela”, com interação em diferentes meios e momentos; a personalização do conteúdo; transições mais sutis entre conteúdo e publicidade, com o branded content; e maior engajamento das marcas.

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