Terça-feira, 18 de junho de 2024

Caixas eletrônicos crescem no País mesmo com o Pix

A despeito do sucesso de meios de pagamento digitais, o mundo ainda deve demandar caixas eletrônicos por um bom tempo. Na América Latina, após o baque da pandemia de covid em 2020, as entregas desse tipo de equipamento cresceram 19% no ano passado, puxadas pelo mercado brasileiro, onde o crescimento foi de 25%, mesmo em um ano de forte avanço do Pix.

“Os meios de pagamento são relacionados, mas não diretamente. Há países em que tanto os pagamentos eletrônicos quanto em dinheiro estão crescendo”, disse Dominic Hirsch, diretor da consultoria inglesa RBR, especializada no mercado bancário e que realizou pesquisa sobre o mercado para a Tecban, operadora do Banco24horas. Segundo ele, a inserção de mais pessoas no sistema bancário tende a aumentar a necessidade de atendimento físico.

De acordo com os dados da RBR, mais de 31,1 mil caixas eletrônicos foram entregues na América Latina no ano passado. Sozinho, o Banco do Brasil recebeu 4,3 mil deles, aponta o levantamento. Exceto pela Colômbia, todos os países da região tiveram crescimento de dois dígitos na comparação com 2020.

Novos serviços

Com a digitalização trazida pela pandemia e o surgimento do Pix, houve quem dissesse que o dinheiro em papel perderia importância e, nesse sentido, o segmento de caixas eletrônicos estava fadado a passar por momentos complicados. Não foi o que ocorreu. Com o auxílio emergencial, a quantidade de dinheiro em circulação na verdade cresceu, os caixas eletrônicos – ou ATMs, como são chamados em inglês – encontraram um novo filão nos bancos digitais e a indústria também se adaptou ao Pix, criando novos serviços a partir dessa ferramenta. Agora, o advento do open banking traz ainda mais oportunidades.

Para Tiago Aguiar, superintendente de novas plataformas na TecBan, dona da rede Banco24Horas, o futuro do caixa eletrônico é ser um ponto de relacionamento, conectividade e segurança. “Muito mais do que o saque, o caixa eletrônico deve incorporar cada vez mais novas possibilidades de serviços e transações e isso deve ser impulsionado pelas diversas inovações que estão em curso no sistema financeiro”, afirma.

A TecBan é a maior rede independente de ATMs do Brasil, com mais de 24 mil máquinas espalhadas pelo país. Ela é detida pelos cinco grandes bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa). Ao mesmo tempo em que a companhia cresce, a rede própria de autoatendimento desses bancos teve redução de 13,5% nos últimos cinco anos, para 145,8 mil terminais. Em números absolutos, são 22.855 máquinas a menos.

Segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os caixas eletrônicos são o quarto canal mais usado, com 8% do total de transações, atrás do celular (51%), internet banking (16%) e pontos de venda no comércio (14%). Eles ficam à frente das agências, correspondentes bancários e telefone.

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