Domingo, 05 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de julho de 2026
Centenas de bombeiros combatem, neste domingo (5), incêndios florestais que consumiram milhares de hectares na França, na Espanha e em Portugal, em meio ao aumento das temperaturas, enquanto a Europa ainda se recupera de uma onda de calor.
Os últimos incêndios florestais já devastaram mais de 17.000 hectares nos três países, cujos termômetros podem voltar a marcar 40ºC neste domingo. A intensa onda de calor que sufocou a Europa no fim de junho provocou milhares de mortes em países como a França.
Diante da chegada de mais fenômenos meteorológicos extremos, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, recordou que os incêndios florestais de verão começaram um mês antes do habitual. Na Espanha, as chamas tomaram 2.200 hectares de florestas perto da turística Costa Brava, na Catalunha.
Em comunicado, os bombeiros afirmam ter “estabilizado” as chamas em La Bisbal d’Empordà, mas estão preocupados com o flanco direito e temem um “dia complicado” devido às altas temperaturas e a um “perímetro muito descontínuo, com várias ilhas de vegetação que não queimaram no interior da área afetada”, o que poderia provocar novos focos.
Cerca de 97% da superfície afetada está localizada na área preservada de Les Gavarres, segundo os agentes florestais. As autoridades acreditam que o incêndio foi provocado por “negligência”, e o presidente regional da Catalunha, Salvador Illa, informou sobre uma pessoa detida.
Na França, cerca de 600 bombeiros foram mobilizados para conter um incêndio florestal que devastou mais de 1.000 hectares na encosta de uma montanha em Trevillach, a cerca de 36 quilômetros a leste de Perpignan.
As estradas da região foram fechadas e as autoridades ordenaram aos prefeitos que abrissem abrigos de emergência. Outros 300 bombeiros franceses combateram as chamas em uma área montanhosa no departamento de Drôme (sudeste).
13.000 hectares devastados
Em Portugal, os bombeiros conseguiram controlar cerca de 80% de um incêndio florestal que, em três dias, devastou pelo menos 13.000 hectares de vegetação no norte do país, informou a Proteção Civil.
O fogo percorreu 35 km entre o seu ponto de início e a sua localização atual, e ainda há alguns focos ativos, mas a maioria está controlada”, declarou à AFP José Costa, oficial de serviço no comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Espanha e Itália enviaram reforços depois que Portugal pediu ajuda para combater as chamas, que deixaram pelo menos nove feridos, entre eles dois civis em estado grave. Na Grécia, os bombeiros ainda lutam contra as chamas nas imediações de duas fábricas perto de Tessalônica (nordeste), após conseguirem controlar um incêndio florestal.
Espessas nuvens de fumaça preta procedentes de uma instalação de reciclagem e de outra de tratamento de óleos estenderam-se até o centro de Tessalônica, a segunda maior cidade do país, que tem mais de 700.000 habitantes em sua área metropolitana.