Domingo, 25 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 25 de janeiro de 2026
O ato liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reúne alguns nomes políticos neste domingo (25), no Distrito Federal. O movimento ocorre em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as condenações referentes aos crimes cometidos em 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de uma oração ao lado de Nikolas nesta manhã, mas não esteve presente, assim como o senador Flávio Bolsonaro (PL-MG). Ambos demonstraram apoio à manifestação.
Bolsonaro já teve pedidos de prisão domiciliar negados por Moraes, mas uma nova solicitação foi apresentada pela defesa e será analisada após a Polícia Federal finalizar a perícia médica com informações sobre a saúde do ex-presidente.
Nikolas e aliados percorreram cerca de 240 quilômetros a partir de Paracatu e encerraram a caminhada na Praça do Cruzeiro, a seis quilômetros do Palácio do Planalto, que foi cercado por grades. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), Padre Kelmon, o senador Marcos do Val (Podemos), os deputados Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR), Carlos Jordy (PL-RJ) e outros parlamentares participam do ato com Nikolas. Antes de começar a última fase da caminhada, Nikolas disse que a manifestação cumpriu seu objetivo de “despertar as pessoas e abrir seus olhos para o que está acontecendo” no país.
A caminhada foi iniciada na última segunda-feira (19) em Paracatu, interior de Minas Gerais, em direção a Brasília. No Distrito Federal, a última fase do ato teve início por volta das 10h. Os manifestantes saíram do Park Way, bairro nobre localizado a quase 20 km da área central de Brasília, percorrendo a EPIA (Estrada Parque Indústria e Abastecimento) Sul e a EPIA Norte.
O grupo também defende que o Congresso derrube os vetos do presidente Luiz Inácio a Lula da Silva ao projeto da dosimetria, que reduz penas de Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Durante seis dias, os manifestantes atravessaram trechos de Minas Gerais e Goiás, acompanhado por forças de segurança. Segundo Nikolas, o trajeto teve caráter simbólico e buscou mobilizar apoiadores contra decisões judiciais que considera injustas.
A manifestação ocorreu sob reforço do policiamento do Distrito Federal. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu protestos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está detido, e autorizou a retirada imediata de manifestantes que descumprissem a determinação.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou apoio à mobilização nas redes sociais e participou de um momento de oração com o deputado na manhã deste domingo. Em publicações, afirmou que “Deus tem algo muito grande para a nossa nação através da vida” de Nikolas Ferreira e citou passagens bíblicas em referência ao ato.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou em apoio à iniciativa. Em vídeo publicado no sábado, afirmou que o encerramento da caminhada representa o esforço de “centenas, de milhares de brasileiros pedindo justiça no país”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também convocou manifestantes.
Em vídeo, afirmou que a caminhada expressa “uma vontade imensa de mudança” e disse que o movimento seria resultado do que chamou de inconformismo diante de uma “crise moral” no país.
Desde o início da mobilização, outros parlamentares se juntaram ao trajeto em diferentes momentos, como os deputados André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO). Os manifestantes usaram roupas nas cores verde e amarelo, bandeiras do Brasil e camisetas com mensagens de apoio ao ex-presidente. (Com informações da CNN Brasil e do jornal O Globo)