Segunda-feira, 07 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de setembro de 2026
A campanha do presidente Lula (PT) vai reforçar os ataques a Flávio Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral de TV desta terça-feira (8), usando o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil para acusar a família Bolsonaro de servir a interesses estrangeiros. O vídeo, antecipado a alguns veículos de imprensa, combina críticas aos adversários com a defesa da soberania nacional.
“Não podemos esquecer que tem família que usa nossas cores, fala de patriotismo, mas, no final, serve a outro país”, diz a locução na abertura.
A peça reúne declarações de Flávio Bolsonaro sobre as tarifas americanas e manifestações de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em seguida, usa a expressão “traidores da pátria nunca mais”.
“Enquanto os bolsonaristas querem vender o Brasil, é o Lula que protege”, afirma a locução.
A abordagem dá continuidade à estratégia adotada pela campanha petista desde a estreia da propaganda eleitoral, em 29 de agosto: combinar a defesa de pautas do governo com ataques a Flávio. Nas primeiras peças, a campanha destacou a trajetória de Lula, o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a soberania nacional.
No novo vídeo, Lula relaciona a soberania à capacidade de produzir alimentos, às riquezas minerais e à liberdade do país para tomar decisões.
“Nós fomos colonizados muitos anos e não queremos mais ser colonizados”, afirma.
A propaganda também destaca os investimentos destinados à indústria de defesa e às Forças Armadas, apresentando essas iniciativas como parte de uma estratégia voltada à proteção do território brasileiro e, ao mesmo tempo, à geração de empregos e ao fortalecimento de setores considerados estratégicos para o país.
Em outro momento da peça publicitária, declarações relacionadas aos Estados Unidos são contrapostas a uma fala de Lula em defesa da autonomia do sistema brasileiro de pagamentos, utilizada para reforçar a ideia de independência nacional diante de possíveis pressões externas: “O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim”.
Ao final, o presidente retoma o discurso em defesa da autonomia e da capacidade do Brasil de definir seus próprios caminhos, destacando que a soberania também está relacionada à liberdade para estabelecer decisões sem interferências de outros países: “A soberania nacional também significa a gente ser livre e independente para tomar nossas decisões. Sem permitir que ninguém diga o que a gente tem que fazer”. (Com informações do portal de notícias g1)