Sábado, 31 de janeiro de 2026

Catherine O’Hara vivia com dextrocardia, condição rara no coração; entenda

A atriz Catherine O’Hara, conhecida mundialmente por papéis marcantes em “Schitt’s Creek”, “Esqueceram de mim” e “Os Fantasmas se Divertem”, morreu aos 71 anos na sexta-feira (30), em Los Angeles, após ser levada às pressas ao hospital devido a uma breve doença, segundo informaram representantes da artista. Reconhecida por sua versatilidade cômica e por uma carreira que atravessou décadas no cinema e na televisão, O’Hara era considerada uma das figuras mais queridas de Hollywood.

Nos últimos anos, a comediante falava abertamente sobre sua condição rara de saúde chamada dextrocardia, combinada com situs inversus — um quadro congênito em que o coração e outros órgãos internos estão posicionados no lado oposto ao habitual, funcionando como uma espécie de “espelho” anatômico. Essa condição afeta aproximadamente uma a cada 10 mil pessoas e, na maioria dos casos, não compromete a qualidade ou a expectativa de vida. A atriz costumava abordar o tema com leveza, destacando que levou décadas sem saber da condição, já que nunca apresentou sintomas relevantes.

A dextrocardia é uma alteração congênita caracterizada pelo posicionamento do coração no lado direito do tórax, em vez do esquerdo. Quando associada ao situs inversus, como no caso de O’Hara, não apenas o coração, mas também órgãos como fígado, estômago e baço encontram-se invertidos. Médicos explicam que, apesar de incomum, essa configuração geralmente não exige tratamento, desde que não esteja ligada a outras malformações cardíacas ou síndromes genéticas mais complexas. No entanto, o diagnóstico é importante para evitar erros médicos em procedimentos, exames ou cirurgias de emergência.

A atriz mesma brincava sobre a descoberta, feita durante um exame de rotina décadas atrás, e levava o diagnóstico com humor. Como ela contou em uma entrevista de 2021, a revelação da anatomia peculiar ocorreu de forma inesperada, enquanto acompanhava o marido, Bo Welch, a uma consulta médica de rotina, e acabou se tornando uma lenda familiar. “Sou uma aberração!”, brincou ela durante a entrevista, ao relembrar a reação dos médicos ao identificarem a posição invertida de seus órgãos.

Embora a presença dessa condição tenha atraído atenção após sua morte, não há confirmação de que ela esteja relacionada à causa do falecimento. Especialistas ressaltam que a dextrocardia isolada, especialmente quando acompanhada de situs inversus completo, raramente provoca complicações graves. Na manhã de sexta-feira (30), antes de ser internada, os paramédicos foram chamados à casa da atriz e relataram dificuldade para respirar, mas detalhes oficiais sobre a causa da morte ainda não foram divulgados pelas autoridades ou pela família.

A notícia da morte de O’Hara renovou o interesse do público pela dextrocardia, uma condição rara, geralmente assintomática e muitas vezes descoberta apenas por acaso em exames de imagem, como radiografias ou tomografias. O caso também reacendeu debates sobre a importância do diagnóstico precoce e do conhecimento médico adequado em situações de emergência. (Com informações do jornal O Globo)

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