Sexta-feira, 17 de abril de 2026

CIEE-RS leva indústria criativa ao centro do debate

Ao colocar a economia criativa no centro da agenda, o CIEE-RS traz para o debate um setor que deixou de ser simbólico para se consolidar como engrenagem concreta da economia — ainda que o Brasil ainda o trate mais como vocação do que como estratégia. Estimativas recentes indicam que a área movimenta cerca de R$ 393 bilhões, ou 3,59% do PIB, e reúne mais de 1,2 milhão de empregos formais, com crescimento acima da média nacional.

É nesse cenário que a entidade promove, no dia 30 de abril, mais uma edição do Trocas, ciclo de debates que integra a programação da Design Week POA e coloca em pauta “Indústria Criativa & Design para Inovação”. A proposta desloca a criatividade do campo da abstração para o da estratégia — menos inspiração, mais método, negócio e capacidade de resolver problemas em ambientes orientados por dados e inteligência artificial.

Por economia criativa, entende-se o conjunto de atividades que transformam conhecimento, talento e propriedade intelectual em valor — de design e audiovisual a publicidade, tecnologia, moda e produção cultural. No Rio Grande do Sul, esse movimento acompanha a diversificação da economia e o avanço de negócios intensivos em inovação, reforçando o papel do setor como vetor de desenvolvimento.

Segundo o gerente de marketing da instituição, Cristiano Felix, a programação percorre diferentes dimensões do setor — do entendimento da criatividade como ativo econômico à sua aplicação prática na geração de valor. O encontro reúne o cenógrafo Felipe Helfer, a empreendedora Bea Ferrão, a especialista em propriedade intelectual Adriana Ilha e a diretora criativa e artista multimídia Juli Finlker, refletindo a natureza interdisciplinar do campo e a conexão entre criação, mercado e tecnologia.

Gratuito, o evento ocorre das 10h às 12h, na Rua Coronel Vicente, 183, 5º andar, no Centro Histórico de Porto Alegre. As inscrições são realizadas online pelo link: https://forms.cloud.microsoft/r/rBznFspHNb.

Mais do que discutir tendências, a iniciativa expõe um atraso estrutural: sem políticas consistentes, formação alinhada e mecanismos de valorização, o país seguirá exportando talento e importando inovação. No século XXI, criatividade não é diferencial — é infraestrutura econômica.(por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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