Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026

Com discurso de Janja, evento sobre feminicídio no Palácio do Planalto tem participação discreta da ministra das Mulheres

Responsável pela coordenação de um pacto nacional voltado ao combate ao feminicídio, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve uma atuação discreta no evento realizado nessa quarta-feira (4), no Palácio do Planalto. Apesar de a iniciativa estar diretamente vinculada à sua pasta, a ministra não discursou durante a cerimônia. A abertura do ato coube à primeira-dama, Janja da Silva.

Márcia Lopes, que mantém uma relação mais distante com Janja em comparação à sua antecessora no cargo, Cida Gonçalves, permaneceu sentada em uma cadeira posicionada no canto do palco ao longo do evento. A cerimônia reuniu autoridades dos três Poderes da República, acompanhadas de suas respectivas esposas. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua mulher, Lu Alckmin; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama.

Entre as mulheres presentes, apenas Janja e Gleisi Hoffmann fizeram pronunciamentos públicos. Também discursaram o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos); o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Os discursos abordaram, de forma geral, temas institucionais e a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.

O encerramento do evento ficou a cargo do presidente Lula, que adotou uma postura diferente da habitual ao optar pela leitura de um discurso previamente preparado por seus assessores. Na fala, o presidente destacou a necessidade de intensificar as políticas públicas de combate ao feminicídio e indicou que o enfrentamento à violência contra a mulher deverá figurar entre as prioridades do governo ao longo deste ano.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o discurso presidencial sinalizou a incorporação do tema como um dos eixos centrais da agenda do governo, em um contexto que também antecipa o uso da pauta como bandeira política no processo eleitoral visando à reeleição.

O debate ocorre em meio a um cenário desafiador. Dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que o Brasil registrou novo recorde de casos de feminicídio em 2025. Segundo o levantamento, quatro mulheres foram mortas por dia ao longo do ano.

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram contabilizados 1.470 casos de feminicídio em todo o país, superando os 1.464 registros de 2024, que até então representavam o maior número da série histórica. O crime de feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em razão do gênero da vítima, tipificação que passou a integrar a legislação brasileira em 2015. (Com informações do jornal O Globo)

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