Domingo, 12 de abril de 2026

Com Estreito de Ormuz fechado, Donald Trump diz que petroleiros estão indo para os Estados Unidos

Dois navios de guerra dos Estados Unidos passaram pelo Estreito de Ormuz neste sábado (11), pela primeira vez desde que o conflito com o Irã começou, em 28 de fevereiro.

O presidente americano Donald Trump mencionou que os americanos teriam começado a “limpar” a via marítima, referindo-se às minas navais colocadas na região pelo Irã. Logo depois, a informação foi confirmada pelas Forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

“Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria”, escreveu o presidente americano em sua rede social, o Truth Social.

As falas de Donald Trump acontecem em meio ao encontro entre representantes americanos e iranianos no Paquistão, a respeito de um possível acordo de paz entre os países. O presidente americano também aproveitou para reforçar a ideia de que os EUA estão “vencendo” a guerra.

“A mídia de fake news perdeu totalmente a credibilidade — não que já tivesse alguma. Por causa do seu enorme ‘Trump Derangement Syndrome’ (algo como Síndrome do Descontrole Causado por Trump, em português, eles adoram dizer que o Irã está ‘vencendo’, quando, na verdade, todo mundo sabe que está PERDENDO — e PERDENDO FEIO!”, disse.

Ele também comentou as perdas das forças iranianas. “A Marinha deles acabou, a Força Aérea acabou, o sistema antiaéreo é inexistente, os radares estão fora de operação, as fábricas de mísseis e drones foram em grande parte destruídas, assim como os próprios mísseis e drones e, mais importante, seus antigos ‘líderes’ já não estão mais entre nós”, comentou.
“A única coisa que ainda têm é a ameaça de que um navio possa esbarrar em uma de suas minas marítimas — sendo que, aliás, todos os 28 barcos lançadores de minas também estão no fundo do mar”, continuou.

Mais cedo, Trump disse que um grande número de navios-tanque vazios estavam a caminho do país para carregar petróleo e gás.

“Um número enorme de petroleiros completamente vazios, alguns dos maiores do mundo, está se dirigindo agora aos Estados Unidos para carregar o melhor e mais ‘leve’ petróleo e gás do mundo. Temos mais petróleo do que as duas maiores economias petrolíferas seguintes juntas — e com qualidade superior”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

A declaração foi feita enquanto autoridades de alto escalão dos EUA e do Irã se reúnem neste sábado em Islamabad, com mediação do Paquistão para acordos de paz. Segundo Teerã, há condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar a guerra, que já dura seis semanas.

No início da semana, Trump também disse que o Irã não deveria cobrar taxas de navios que atravessam o Estreito de Ormuz, região atualmente bloqueada e que tem provocado a maior interrupção da oferta global de energia da história.

A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã.

Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região.

No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito.

Segundo autoridades do governo Trump, o país não tem condições de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz porque não sabe onde estão todas as minas navais que colocou no local durante a guerra. A informação foi publicada na sexta-feira (10) pelo jornal “The New York Times”.

O presidente americano afirmou na quinta-feira (9), em publicação na rede social Truth Social, que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito de Ormuz.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, disse que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com restrições de passagem. O Irã alertou para o risco de minas navais na região, e disse que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local. Com informações do portal G1.

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