Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de fevereiro de 2026
Diferentes companhias aéreas cancelaram voos para regiões do Oriente Médio após ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã neste sábado (28).
Israel, Irã, Emirados Árabes e Catar fecharam seus espaços aéreos após o início do conflito, provocando impactos em rotas internacionais e obrigando empresas a redirecionar ou cancelar operações.
Segundo a Associated Press, a Emirates informou que vários de seus voos foram afetados pelo fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos e orientou os passageiros a verificarem o status de seus voos online. A companhia tem como base o Aeroporto Internacional de Dubai, o hub mais movimentado do mundo para viagens internacionais.
A companhia aérea holandesa KLM já havia anunciado no início da semana que suspenderia voos de e para Tel Aviv a partir de domingo.
A Virgin Atlantic cancelou seu voo do Aeroporto de Heathrow, em Londres, para Dubai e informou que evitaria sobrevoar o Iraque, o que significa que voos de e para Índia, Maldivas, Dubai e Riad poderiam levar um pouco mais de tempo. A companhia já não estava sobrevoando o Irã. A companhia também afirmou que todos os voos levariam combustível adequado caso precisassem ser redirecionados em curto prazo.
A Turkish Airlines informou, na rede social X, que suspendeu até segunda-feira os voos para Líbano, Síria, Iraque, Irã e Jordânia. Já as operações para Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã foram canceladas no sábado. A companhia acrescentou que novos cancelamentos podem ser anunciados.
Já a ITA Airways suspendeu os voos de e para Tel Aviv até 7 de março, informou a Reuters. A empresa também informou que deixará de utilizar o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque e Irã até essa data. Além disso, os voos de e para Dubai estão suspensos até 1º de março. Até o momento, não há informações sobre o cancelamento de voos saindo do Brasil para a região.
Entenda o conflito
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias.
A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano, após uma onda de protestos contra o o regime do aiatolá Ali Khamenei. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, deixando milhares de manifestantes mortos.
À época, Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a “matança” continuasse, mas os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear – foi quando começaram as negociações.