Terça-feira, 07 de dezembro de 2021

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Confira as principais fraudes com o Pix e saiba como se proteger

O Pix foi lançado há um ano e atualmente conta com mais de 101,3 milhões de usuários pessoas físicas. Segundo dados do Banco Central, o sistema de pagamento instantâneo passou de 144,4 milhões de transações em dezembro, o primeiro mês completo de operação, subiu para 500 milhões em abril e chegou a um bilhão em setembro, último número divulgado pela autoridade monetária.

A maior parte das transações ainda é entre pessoas, chegando a 75% do total — são 105,2 milhões de CPFs cadastrados. Mas os pagamentos de pessoas para empresas vêm subindo. Em dezembro, eram apenas 6%, dobrou em abril e chegou a 16% em outubro.

Apesar da massiva adesão de usuários ao novo serviço, especialistas apontam para a necessidade do aprimorar questões de segurança.

A disseminação do Pix como melhor forma de pagamento tem atraído a atenção de fraudadores. Embora não haja dados disponíveis sobre o número de golpes do gênero aplicados no País, o próprio Banco Central (BC) restringiu o limite de transferências no período da noite, após casos de sequestros-relâmpago e saques de contas por meio de transferências instantâneas.

Além disso, no mês passado, o BC revelou que o vazamento de 395.009 chaves de usuários. Segundo a autoridade monetária, hackers usaram duas contas de um banco e acessaram os dados do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (Dict).

Para Pedro Saliba, advogado e pesquisadora Associação Data Privacy Brasil, no segundo ano de operações, serão necessárias a integração e a cooperação entre diferentes órgãos para oferecer mais segurança, especialmente na implementação de novas funcionalidades do Pix, como Pix Saque (em estabelecimentos comerciais) e Pix Troco:

“Será preciso uma integração entre o Banco Central, a Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para frear o aumento do número de golpes. A questão também passa pela prevenção, e precisamos fomentar a cultura de proteção de dados”, sugere o pesquisador: “O melhor jeito de não a cair em golpes é desconfiar. Se alguém pedir transferência ou códigos, é preciso desconfiar. Os golpistas trabalham com emoções ou urgências.”

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que o cadastramento das chaves Pix também deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativo bancário, internet banking e agência ou por meio de contato do cliente com a central de atendimento. Além disso, o consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais e SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastramento da chave do Pix.

“O sistema do Pix deve ser aprimorado com a implementação do estorno de pagamento. Os usuários também devem reduzir o limite máximo de transferência diária no próprio aplicativo”, avalia Pedro Duarte Pinho, sócio do FAS Advogados na área de Meios de Pagamento e Fintechs.”

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