Sábado, 10 de janeiro de 2026

Confira o que pode ficar mais barato para o brasileiro com o acordo entre o Mercosul e União Europeia

Com a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul — composto por Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai — e a União Europeia (UE), formada por 27 países, há a expectativa de que uma série de produtos importados fiquem mais baratos para os brasileiros, entre eles queijos, vinhos, azeites e chocolates.

O pacto comercial deve ser assinado no dia 17 entre os dois blocos. Ainda que precise do aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional de cada país do Mercosul, o alívio nos preços chegará aos consumidores do Brasil.

Segundo os anexos do acordo, a eliminação tarifária nesses casos ocorre de forma escalonada, com prazos que variam, em média, entre 8 e 15 anos, dependendo do produto.

Veja abaixo alguns exemplos de produtos europeus que deverão chegar mais baratos ao Brasil ao longo dos próximos anos:

• Azeite – hoje paga 10% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
• Vinho – hoje paga 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
• Outras bebidas (exceto vinho) – hoje pagam até 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
• Chocolate – hoje paga 20% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
• Queijo – hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 30 mil toneladas
• Leite em pó – hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 10 mil toneladas
• Fórmula para bebês – hoje paga 18% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 5 mil toneladas

Além da queda de tarifas, o acordo também tende a aumentar a oferta desses produtos no mercado brasileiro, ao facilitar o acesso de exportadores europeus ao Mercosul.

No caso dos queijos, a abertura do mercado brasileiro será feita por meio de cotas tarifárias. Isso significa que um volume limitado poderá entrar no país com tarifa reduzida, enquanto quantidades acima do limite continuarão pagando a tarifa cheia.

Pelo cronograma acordado, a cota cresce ano a ano e o desconto tarifário aumenta gradualmente. Após dez anos, a cota se estabiliza em aproximadamente 30 mil toneladas anuais, com eliminação total da tarifa dentro desse limite. Exportações acima da cota seguem sujeitas à alíquota normal aplicada pelo Brasil.

Os vinhos europeus, que hoje enfrentam tarifas elevadas no Brasil, também entram no cronograma de liberalização. A redução ocorre de forma progressiva ao longo dos anos, o que pode ampliar a presença de rótulos estrangeiros nas prateleiras e pressionar preços, especialmente no médio prazo. O mesmo vale para azeites de oliva, produto em que a União Europeia é dominante.

O desenho do acordo busca evitar uma abertura abrupta do mercado. Produtos considerados sensíveis, tanto no Brasil quanto na Europa, contam com períodos longos de transição, cotas e salvaguardas, justamente para permitir a adaptação de produtores locais.

Especialistas avaliam que, no médio e longo prazo, o acordo pode reduzir preços ao consumidor, ampliar a variedade de produtos disponíveis e integrar mais o Brasil às cadeias globais de comércio. Com informações da CNN Brasil e InfoMoney.

 

 

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