Domingo, 16 de junho de 2024

Conflito em Israel cria pressão sobre a esquerda e abre fissuras na política brasileira; entenda

A ofensiva organizada pelo grupo terrorista Hamas em Israel, iniciada no último sábado (7), criou uma pressão sobre a esquerda brasileira. Isto porque alguns de seus principais líderes, embora tenham lamentado as vítimas, não criticaram nominalmente a ação do Hamas que deixou civis mortos e reféns na faixa de Gaza.

Logo após o bombardeio que acometeu o Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para dar o posicionamento oficial do governo. “O Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive no exercício da Presidência do Conselho de Segurança da ONU”, escreveu o presidente, que disse estar “chocado com os ataques terroristas contra civis em Israel, que causaram numerosas vítimas”. O primeiro pronunciamento do chefe do Executivo brasileiro foi o suficiente para gerar críticas ao chefe do Executivo por, segundo a oposição, não ter adotado uma postura mais dura, mas de conciliação.

Um dos primeiros a reagir foi o ex-presidente Jair Bolsonaro, que tratou de vincular o ex-adversário na corrida presidencial ao grupo palestino. “Pelo respeito e admiração ao povo de Israel repudio o ataque terrorista feito pelo Hamas, grupo terrorista que parabenizou Luís Inácio Lula da Silva quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o anunciou vencedor das eleições de 2022”, disse o ex-mandatário, tentando vincular Lula ao Hamas.

Este movimento foi repetido por outros parlamentares de sua base de apoio. Entre eles, o senador e ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil-PR). “Ruim a nota do Governo Lula. A hora é de condenar, sem condições ou ponderações, os ataques terroristas do grupo Hamas. Mais uma vez, até em situações extremas, a diplomacia presidencial falha. Não é à toa que Hamas parabenizou Lula pela eleição”, afirmou.

O PSOL lamentou as mortes, mas condenou o “regime de apartheid contra o povo palestino”, mas também não citou nominalmente o Hamas. “O apartheid sionista de Israel vem empobrecendo e segregando o povo palestino há décadas. Trata-se de um quadro com evidentes crimes contra a humanidade que seguirá existindo se a cumplicidade internacional continuar”, disse a sigla.

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