Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026

Conselho Federal de Medicina determina sindicância sobre falta de assistência médica a Bolsonaro

O CFM (Conselho Federal de Medicina) determinou nessa quarta-feira (7) ao CRM-DF (Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal) a instauração de uma sindicância para apurar denúncias relacionadas à garantia de assistência médica adequada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo nota divulgada pelo Conselho, “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas” envolvendo o ex-chefe do Planalto “causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.

Na madrugada de terça-feira (6), Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça em sua cela na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, onde cumpre prisão após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por participar de um plano de golpe de Estado no País.

Após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star na manhã dessa quarta para a realização de exames médicos.

O comunicado do CFM também ainda os problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente, que se recupera de novas intervenções cirúrgicas em decorrência da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

“O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação de conduta terapêutica, não podendo sofrer influências de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”, destaca o CFM.

O Conselho Federal de Medicina é presidido desde 2022 pelo ginecologista e obstetra José Hiran da Silva Gallo que, em diversas ocasiões, demonstrou publicamente apoio a Bolsonaro.

Na tarde de terça, o ministro Alexandre de Moraes negou a transferência imediata de Bolsonaro ao hospital. Na ocasião, o magistrado entendeu não haver necessidade de remoção do ex-presidente. Segundo despacho, a PF (Polícia Federal) deveria apresentar ao STF o laudo médico realizado pelos médicos da corporação.

A PF enviou o laudo médico a Moraes ainda na tarde de terça. De acordo com o documento, Bolsonaro apresentou sinais de ter caído da cama durante a noite. O relatório descreve ainda lesão superficial no rosto e a presença de sangue.

Na noite de terça, o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, disse à imprensa que Bolsonaro apresentava sinais de apatia, tontura e uma queda na pálpebra esquerda.

“Fiz uma última avaliação no presidente agora, ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor. O próximo é aguardar a liberação para a realização dos exames e imediatamente nos deslocarmos para o hospital, que está de prontidão para recebê-lo”, relatou Caiado. (Com informações da CNN Brasil)

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