Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Construção de gasoduto e pautas estratégicas entre Rio Grande do Sul e Argentina são temas de debate

A posição geográfica e os interesses comerciais e culturais já aproximam o Rio Grande do Sul e a Argentina, mas as relações ainda podem ser ampliadas. Este foi o objetivo do seminário “Oportunidades Argentina – Brasil, Relação com o Governo de Misiones e o Fornecimento de Gás Natural de Vaca Muerta ao Rio Grande do Sul”. O evento foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em parceria com o governo do Estado e a Embaixada da Argentina no Brasil.

Ao falar das semelhanças com o país vizinho, o vice-governador do RS, Gabriel Souza, destacou a cultura compartilhada e as pautas em comum entre os dois países, em especial o mercado de gás natural. “Tivemos uma agenda esta semana, em São Paulo, dedicada a discutir e viabilizar medidas pelas energias renováveis, que é um assunto estratégico para nós e para a Argentina. Estamos à disposição para colaborar e trabalharmos junto com este propósito”, disse.

Além da questão do gasoduto, Gabriel ressaltou outras pautas conjuntas, como a ponte entre Porto Xavier e San Xavier, a retomada dos voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e a renovação do convênio de concessão da ponte em São Borja, além de questões sanitárias e comércio internacional. Inovação foi o último tema tratado, e o vice-governador convidou a comitiva argentina a participar do South Summit Brazil, de 29 a 31 de março, na capital gaúcha.

Gasoduto

O Plenário Mercosul foi o espaço escolhido para receber a delegação argentina, que teve a participação do embaixador Daniel Scioli, da secretária de Energia, Flavia Gabriela Royón, e do governador Província de Misiones, Oscar Herrera Ahuad. O deputado Frederico Antunes, líder do governo na Assembleia Legislativa, também participou do encontro.

Scioli ressaltou a posição estratégica e importante que a indústria do Rio Grande do Sul sempre teve com a Argentina, país que é o terceiro comprador de produtos gaúchos e o primeiro da origem de vendas ao Estado, e que essa relação poderá se intensificar após a conclusão da obra de construção do gasoduto da reserva de Vaca Muerta até o Brasil. O projeto prevê a entrada em solo brasileiro pelo município gaúcho de Uruguaiana.

Anfitrião do evento, o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, lembrou que a indústria responde por metade do consumo de gás natural no Brasil e que o Rio Grande do Sul, industrializado e com diversificação produtiva, está entre seus principais consumidores no país.

“O custo constitui ainda uma barreira operacional para inúmeras fábricas. Cabe, portanto, discutir e analisar caminhos para garantir um fornecimento competitivo”, disse, enfatizando que desde a aprovação do marco regulatório do gás no parlamento brasileiro, há menos de dois anos, já se observam evoluções significativas, mas ainda há muito a se avançar.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Mesmo com corte de ICMS, contas de governos estaduais registram superávit em janeiro
Lula deve anunciar aumento na merenda escolar na semana que vem
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play