Sexta-feira, 13 de março de 2026

Construindo o futuro: sustentabilidade como pilar da nova era da construção civil

A construção civil sempre foi um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, mas também um dos que mais pressionam o meio ambiente. O consumo de matérias-primas, a geração de resíduos e o uso intensivo de energia tornam o setor um dos grandes responsáveis por impactos ambientais. Por isso, a marcha rumo a uma sociedade mais limpa depende de ações em todas as frentes — e a construção sustentável é uma delas.

Nos últimos anos, o conceito de sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma exigência. As edificações do futuro não serão apenas mais funcionais ou esteticamente atraentes: elas precisarão ser inteligentes, energeticamente eficientes e ambientalmente responsáveis. Isso significa adotar soluções como energia solar fotovoltaica, iluminação natural, reuso de águas cinzas, coleta de pluviais e uso de materiais recicláveis ou de fontes renováveis.

É nesse contexto que a Construsul 2026, marcada para os dias 26 a 29 de maio no Expocentro de Balneário Camboriú, ganha relevância. Tradicionalmente reconhecida como uma das maiores feiras da construção civil da América Latina, a edição catarinense terá como grande novidade o Congresso de Sustentabilidade na Construção, realizado simultaneamente no auditório do evento.

O congresso, que exige credencial especial para participação, mas é aberto a profissionais, estudantes e público em geral, deve reunir cerca de 800 participantes. Será uma oportunidade única para empresas e profissionais acompanharem tendências, conectarem-se com especialistas e demonstrarem compromisso com práticas sustentáveis.

Entre as prioridades do congresso estão:

Uso de matérias-primas renováveis, como madeira de florestas plantadas e painéis sustentáveis.

Gestão de água, com sistemas de reuso e dispositivos economizadores.

Materiais sustentáveis, de baixo impacto ambiental e recicláveis.

Redução de resíduos, com foco em reciclagem e reaproveitamento de entulho.

Eficiência energética, incluindo aquecimento solar e equipamentos de baixo consumo.

Certificações ambientais, que valorizam os imóveis em até 8% no aluguel.

Os benefícios são claros: ambientais, com redução de emissões de CO₂ e menor pressão sobre recursos naturais; econômicos, com corte de custos operacionais e maior valor de revenda; e sociais, com melhor qualidade do ar, conforto térmico e acústico, além de mais saúde para os usuários.

Em uma região como Balneário Camboriú e o litoral de Santa Catarina, onde a construção civil é intensa e próspera, trazer um congresso com essa temática é mais que oportuno: é estratégico. A região vive um boom imobiliário, e discutir sustentabilidade nesse contexto significa alinhar crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

Vale destacar que, até o momento, o congresso simultâneo está confirmado apenas para a edição de Balneário Camboriú. Na tradicional edição de Porto Alegre, ainda não há confirmação oficial da realização do evento. Isso reforça o caráter inovador da feira catarinense, que se posiciona como palco de debates fundamentais para o futuro do setor.

Mais do que uma vitrine de produtos e serviços, a Construsul 2026 será um espaço de reflexão e aprendizado. A presença de arquitetos, engenheiros, construtoras, incorporadoras, gestores públicos e privados, além de fabricantes e fornecedores, garante que o debate terá impacto direto nas práticas do setor.

Se o futuro das cidades será sustentável, ele começa a ser desenhado agora. E em maio de 2026, Balneário Camboriú será o epicentro dessa transformação, mostrando que a construção civil pode — e deve — ser protagonista na marcha rumo a uma sociedade mais limpa e inteligente.

* Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética

Contato: rena.zimm@gmail.com

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Nenhuma mulher é propriedade
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play