Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 11 de setembro de 2026
A queda do sigilo do caso envolvendo o Banco Master revelou a íntegra do contrato entre a instituição financeira e o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente a Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
O contrato previa o pagamento de 36 parcelas mensais no valor de mais de R$ 3,6 milhões cada, totalizando R$ 131 milhões. O valor líquido, descontando os impostos, ficaria em R$ 108 milhões. Os depósitos deveriam ser feitos até o quinto dia útil de cada mês.
O fluxo de pagamentos foi interrompido na 22ª parcela, em novembro de 2025, quando o Banco Master sofreu intervenção e liquidação por parte do Banco Central após a descoberta de uma grande fraude financeira, resultando na prisão de Vorcaro e na consequente rescisão do contrato.
A contratação do escritório abrangia uma atuação ampla do mesmo. Entre os serviços previstos, estavam a implantação e o acompanhamento de programa de compliance, além de “consultoria estratégica e jurídica” em procedimentos e inquéritos nas Polícias Federal e Civil, processos administrativos perante Banco Central, Receita Federal e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ações em todas as instâncias do Judiciário.
As despesas com passagens aéreas, hospedagem, refeições, taxas e custas judiciais não estavam incluídas nos honorários e deveriam ser reembolsadas separadamente pelo banco.