Terça-feira, 18 de junho de 2024

Covid: calendário para vacinar faixa etária de 6 meses a 4 anos é prioridade, dizem especialistas

Elaborar um calendário de vacinação contra a covid para as crianças de 6 meses a 4 anos com a Comirnaty, da Pfizer, deve ser uma prioridade para o Ministério de Saúde, na opinião de especialistas. O imunizante para essa faixa etária foi aprovado na última sexta-feira (16), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E agora precisa ser incorporado pelo ministério, que é responsável pela compra e pelo calendário, para poder começar a ser aplicado.

Antes, a vacina da Pfizer só estava autorizada para crianças de 5 anos ou mais. A Coronavac, do Instituto Butantan, já tem sido aplicada em pequenos de 3 a 4 anos.

“As nossas salas de vacinas estão acostumadas a administrar vacinas nessa faixa etária. Temos capacidade técnica para fazer essa vacinação”, afirma Raquel Stucchi, infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O planejamento da campanha de vacinação para as crianças pequenas, segundo ela, tem de ser estratégico, eficiente e ágil. “Precisamos é garantir que teremos a quantidade suficiente de doses para vacinar nossas crianças.”

O ministério afirmou, em nota, que “tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid (PNO). Havendo aprovação da recomendação pela área técnica da pasta, as vacinas serão disponibilizadas para todo Brasil, como já ocorre com as demais faixas etárias.” Já a Pfizer, também em nota, apontou que a vacinação de bebês e crianças pequenas será um “marco no combate da doença no País”.

O pediatra e infectologista Renato Kfouri avalia que os casos de internações e mortes de crianças e bebês ao longo da pandemia demonstram a importância da vacinação. Em junho, um estudo da Fiocruz identificou que duas crianças de até 5 anos eram vítimas da doença por dia no País.

“São óbitos que poderiam ser evitados a partir da vacinação. Os estudos foram feitos e mostraram que a vacina é segura. Então, é importante que esse público agora seja contemplado”, explicou Kfouri.

O médico avalia que o processo de aprovação pela Anvisa ocorreu seguindo o protocolo padrão, que segue uma triagem de estudos clínicos e avaliação de dados para constatação da eficácia. Na avaliação, a agência considerou a análise de estudos clínicos e dados de entidades médicas como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Em relação aos bebês de menos de 6 meses, a vacinação segue incerta. Para Kfouri, o caminho provavelmente será ampliar a vacinação de mulheres no fim da gestação. “Estudos têm indicado que é mais eficiente vacinar essas mães como forma de evitar risco aos bebês.”

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