Quinta-feira, 12 de março de 2026

CPI do Crime Organizado aprova quebras de sigilo de cunhado de Vorcaro e convocação de servidores afastados do Banco Central que acobertavam irregularidades

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado aprovou nessa quarta-feira (11) a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, investigado no caso da fraude financeiro do Banco Master.

O empresário é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Zettel foi preso após se entregar à PF (Polícia Federal) na última quarta-feira (4) após ser alvo da última fase da operação Compliance Zero.

A comissão aprovou pedido de RIF (Relatório de Inteligência Financeira) ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para a transferência dos sigilos de Zettel com dados de 2020 a 2026.

O colegiado também aprovou as convocações, de presença obrigatória, de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e de Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central.

Outros pedidos de informações aprovados incluem solicitações à Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero e ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

Ex-aliado de Vorcaro, Mourão atentou contra a própria vida durante a carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais na última quarta. A CPI aprovou ainda a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Mourão no período de janeiro de 2020 a março de 2026.

A votação da CPI aprovou no total 27 requerimentos em bloco (juntos) e de forma simbólica. A pedido do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi retirado de pauta um pedido que mirava a quebra de sigilo de João Roma, ex-ministro do governo Bolsonaro. O relator considerou “insuficiente” a fundamentação do requerimento, apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE).

“A solicitação da quebra de sigilo está baseada apenas em vínculos com o ex-ministro Ronaldo Bento, que depois passou a ser diretor do Banco Pleno, liquidado pelo BC. Banco Pleno, que tem uma conexão com o Banco Master. A técnica recomenda que a gente tenha a quebra do Ronaldo Bento, que, salvo engano, já foi concedida, para, em seguida, partir para uma eventual quebra do ex-ministro Roma”, disse Vieira. (Com informações da CNN Brasil)

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