Quarta-feira, 15 de julho de 2026

Criticado por Romeu Zema e Ronaldo Caiado, Flávio cita “desserviço” e diz que “não vai se prestar a esse papel”

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender, nesta quarta-feira (15), a união entre os partidos de centro-direita e afirmou que não pretende atacar outros pré-candidatos do mesmo campo político, como os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).

“Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho”, declarou durante entrevista ao podcast Flow.

O senador disse esperar chegar ao segundo turno das eleições e afirmou que, nesse cenário, precisará do apoio dos demais candidatos de centro-direita.

“Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque, na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em quem vai para o segundo turno”, afirmou.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou, sem apresentar provas, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de tentar interferir no processo eleitoral e de exercer atribuições que caberiam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Estou vendo claramente dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente, que é o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino. Eles são integrantes da Primeira Turma do Supremo e estão fazendo uma articulação para que essa Primeira Turma do Supremo seja uma espécie de bypass do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições”, declarou.

Flávio voltou a afirmar que o STF atua de forma parcial contra parlamentares de direita e classificou como “desproporcional” a decisão do ministro Alexandre de Moraes que o proibiu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias. O senador também defendeu que o Congresso analise pedidos de impeachment de ministros da Corte a partir do próximo ano.

Na área econômica e social, o pré-candidato afirmou que, se eleito, pretende criar um programa para oferecer internet gratuita a beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo ele, estudos de sua equipe estimam um custo de cerca de R$ 2 bilhões para a iniciativa, embora não tenha informado o período ao qual o valor se refere.

“Já fizemos alguns cálculos sobre quanto seria dar a internet de graça, pelo menos para as pessoas que recebem os programas sociais, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Bolsa Família. O cálculo fica em torno de R$ 2 bilhões. Isso, perto do Orçamento que a gente tem, em trilhões, não é nada”, afirmou.

Flávio também defendeu a digitalização dos serviços públicos por meio de uma plataforma que reuniria cursos de qualificação profissional, programas de cashback e acesso a linhas de microcrédito.

“A pessoa precisa de um curso de qualificação, vai ter nessa plataforma e ela vai ganhar um cashback, vai ganhar um incentivo dentro desse aplicativo, igual você ganha com seu cartão de crédito. Quando você mais usa, você tem um cashback”, disse.

Segundo o senador, a ferramenta poderia contribuir para reduzir a dependência de programas sociais ao facilitar o acesso ao empreendedorismo.

“Até chegar a um ponto em que uma manicure que quer formalizar o seu próprio negócio e não sabe como fazer encontre essa orientação na plataforma e tenha um microcrédito aprovado. Juro baixo para ela poder caminhar com as próprias pernas”, afirmou.

Flávio Bolsonaro acrescentou que a proposta também estimularia a inclusão financeira da população de baixa renda. Segundo ele, a Caixa Econômica Federal poderia assumir um papel semelhante ao de um banco privado para atender esse público.

(Com informações de O Estado de S. Paulo)

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