Quarta-feira, 06 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de maio de 2026
Desde a implementação da plataforma CNH do Brasil em dezembro de 2025, os brasileiros já economizaram cerca de R$ 1,8 bilhão no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O balanço, divulgado pelo Ministério dos Transportes, aponta que a principal fonte de alívio financeiro foi a gratuidade do curso teórico, etapa que anteriormente representava um dos maiores custos para os candidatos.
O curso teórico é obrigatório para quem deseja conduzir veículos e, antes da nova plataforma, era integralmente pago às autoescolas. Segundo o Ministério, a economia real pode ser ainda maior, uma vez que o cálculo não considera os reajustes inflacionários que ocorreriam no período. O impacto financeiro da medida foi sentido em todo o território nacional, mas alguns estados se destacaram pelo alto volume de recursos poupados. Minas Gerais ocupa o topo do ranking, com uma economia de R$ 269,6 milhões. O estado possuía, até então, o curso teórico mais caro do país, custando em média R$ 1.095 por candidato.
Logo atrás de Minas Gerais, os candidatos de São Paulo registraram a segunda maior economia do país, com um total de R$ 225,3 milhões. O ranking segue com a Bahia, onde os cidadãos pouparam R$ 217,9 milhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 171,5 milhões em economia. Outros Estados com números expressivos incluem Pernambuco (R$ 114 milhões), Paraná (R$ 113,6 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 108,8 milhões).
Em termos de custos individuais antes da medida, estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia também apresentavam valores elevados para a etapa teórica, variando acima dos R$ 1000, valores agora zerados pela plataforma federal. A plataforma CNH do Brasil faz parte de uma estratégia mais ampla com o intuito de deixar a primeira habilitação mais acessível. Antes da iniciativa, o custo total para tirar a carteira nas categorias A (moto) e B (carro) chegava a atingir a marca de R$ 4,9 mil em alguns estados. Segundo o governo, com as novas regras esse valor caiu drasticamente, variando hoje entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.
Além da gratuidade das aulas teóricas, o Ministério dos Transportes implementou mudanças estruturais no processo, como o novo teto para os exames médico e psicológico, agora fixado em R$ 180, a possibilidade de formação de instrutores autônomos credenciados e a redução da carga mínima de aulas práticas necessárias para a formação do condutor. (Com informações do portal CNN Brasil)