Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de maio de 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que houve um vazamento de dados do Dataprev no dia 22 de abril, com cerca de 50 mil CPFs de cidadãos vivos tendo sido acessados. Segundo o INSS isso corresponde a apenas 3% do total dos acessos indevidos. De acordo com o órgão, 97% dos dados vazados se referem a CPFs de pessoas já mortas.
O órgão disse que as devidas providências foram tomadas, com envio de comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no prazo devido.
“De acordo com informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev”, afirmou o órgão em nota.
O INSS destacou ainda que a concessão de benefícios exige uma série de documentos e etapas de comprovação. “Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos”.
Dessa forma, qualquer concessão de benefício possui uma série de travas de segurança. O órgão informou ainda que tem reforçado seus controles internos “a fim de oferecer maior segurança a análise de seus benefícios”.
Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça
O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.
O montante irá contemplar 96,7 mil segurados que ganharam 132,6 mil processos. O depósito é feito por meio de RPVs (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos —R$ 97.260 neste ano— e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Terão direito ao valor os segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de abril. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de junho.
Ao todo, o CJF liberou R$ 2,5 bilhões para pagar 163,4 mil cidadãos que derrotaram o governo em 208,9 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores.
Em nota, o conselho informa que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.
O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”, no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”. Com informações dos portais Estadão e Jornal de Brasília.