Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de setembro de 2026
Um dos nomes presentes na Bienal do Livro de São Paulo foi Fátima Bernardes, que participou de duas mesas que traziam a reflexão sobre a transformação humana, tanto a natural, evidenciada pela diferença de gerações, quanto aquela devido à presença constante das redes sociais. Em entrevista exclusiva para a Quem, a jornalista refletiu sobre sua experiência no evento e ainda listou livros que marcaram a sua vida.
“Foi muito interessante voltar à Bienal e, dessa vez, participar de duas mesas em um módulo que é de Saúde e Bem-Estar. Acho fundamental ter informação correta, informação de qualidade, para que as pessoas não fiquem buscando informações que, muitas vezes, não são confirmadas”, diz.
A primeira mesa foi ao lado de João Pedro Paes Leme, “Quem cuida da sua atenção?”, e outra foi com Alessandro Cunha Amaral, mediada por sua filha, Beatriz, chamada “Enquanto houver vida: uma conversa sobre as transformações que nos fazem humanos”.
Fátima contou à Quem que prefere ficções históricas como forma de aprendizagem. “Eu gosto bastante de uma boa história. Gosto de Gabriel García Márquez, gosto de Isabel Allende, de gente que escreve ficção contando sobre determinados períodos, porque acho que posso aprender mais”, compartilhou.
A jornalista detalha que não costuma pensar em uma lista com seus livros mais marcantes, mas, apesar disso, consegue elencá-los pensando na sua fase de vida atual. “Eu não sou uma pessoa de listas, não gosto de fazer listas assim: ‘o livro da minha vida’. Eu não tenho. Sempre estou olhando para o momento”, diz.
O primeiro livro que Fátima mencionou para a Quem foi Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis (1839–1908). O livro traz o relacionamento conturbado de Bentinho e Capitu, no qual, pela visão dele, cria-se no leitor a dúvida se ele foi traído por sua parceira ou não. “Escolho Dom Casmurro, porque foi um livro que me permitiu conhecer Machado de Assis”, diz a jornalista.
Na sequência, ela trouxe a cena um dos clássicos da literatura russa escrito por Fiódor Dostoiévski (1821-1881). “Acho que Crime e Castigo [1866] é um livro que, para quem gosta de romance e da parte policial, permite perceber que muitas das histórias que vemos hoje são inspiradas nele”, reflete.