Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de fevereiro de 2026
Em sua primeira entrevista a um veículo de imprensa internacional desde que assumiu o cargo, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um alerta à líder da oposição, María Corina Machado. As declarações de Delcy à emissora americana NBC News, que foram ao ar nesta quinta-feira (12), levantam preocupações sobre a segurança de María Corina no país caso ela decida retornar.
“Em relação à vida pessoal dela, não entendo por que há tanto alvoroço”, disse Delcy à NBC. “Quanto ao seu retorno ao país, ela terá que prestar contas à Venezuela. Por que ela pediu uma intervenção militar? Por que ela pediu sanções contra a Venezuela e por que ela comemorou os eventos que ocorreram no início de janeiro?”.
A líder opositora, que está nos Estados Unidos há algumas semanas após receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega no início de dezembro, expressou o desejo de retornar à Venezuela, mas sem definir um prazo.
Esta é a segunda entrevista que o regime chavista concede a veículos de comunicação dos EUA. A primeira foi dada pelo irmão do presidente e líder da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, à emissora Newmax.
Delcy também falou sobre a possibilidade de ir aos EUA, o que a tornaria a primeira líder chavista a fazer uma visita oficial a Washington em quase 30 anos.
“Fui convidada para os Estados Unidos e estamos considerando ir assim que estabelecermos cooperação e pudermos avançar com tudo”, afirmou a presidente interina na quarta-feira, mesmo dia em que recebeu o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em Caracas.
Ela também defendeu a legitimidade de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, apesar de os resultados das eleições de julho de 2024 terem mostrado uma vitória esmagadora para Edmundo González, o candidato apoiado por María Corina Machado. Desde que foi capturado em uma megaoperação americana no início do ano, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, aguardam julgamento em Nova York por acusações de tráfico de drogas.
“Posso afirmar isso como advogada, que é o que sou. O presidente Maduro e Cilia Flores, a primeira-dama, são inocentes”, acrescentou Delcy. (Com informações de O Globo)