Domingo, 19 de maio de 2024

Depois do Pix, Banco Central do Brasil vê nova revolução com Open Finance

O Pix, sistema de pagamento instantâneo instituído pelo Banco Central (BC) em 2020 é uma realidade de sucesso quando se fala em transações bancárias no Brasil. Nessa esteira, também se encontra o Open Finance, que, em breve, deverá mudar a relação dos clientes com os bancos. Em tradução livre, a frase em inglês significa “sistema financeiro aberto” e, no mundo bancário, representa a possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros autorizarem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições.

O Open Finance tem chamado ainda mais atenção dos brasileiros após o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ter afirmado, durante evento nos Estados Unidos, que “em até dois anos, não terá mais app do Bradesco, Itaú. Será um app agregador que, pelo Open Finance, vai dar acesso a todas as contas”.

O diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso, antecipa que uma nova era está chegando com o Open Finance: a dos super aplicativos (superapps) dos bancos.

“Não vai existir um app único. Vai existir um superapp de cada banco. Só que eles vão estar se comunicando via Open Finance, se o cliente autorizar que o dado flua de um banco para o outro”, explica. Damaso explica como funciona esse sistema.

“É uma infraestrutura que permite o compartilhamento das informações de cada cliente bancário entre as instituições financeiras – é claro que a partir do consentimento do cliente. Se sou correntista do banco A e estou atrás de um produto ou serviço financeiro melhor no banco B, posso autorizar que o banco A, que tem todo o histórico da minha vida financeira, compartilhe meus dados com o banco B, que vai me analisar e poderá me oferecer produtos. Mais do que isso: ele permite que você faça transações financeiras acessando a sua conta no banco B, a partir do app do banco A.”

O diretor do BC também explica que tudo é feito a partir de APIs (interfaces de programação de aplicações) que foram desenvolvidas pelos próprios bancos, um canal bilateral, onde a informação transita de forma totalmente segura. Só participam do Open Finance as instituições que são reguladas e autorizadas pelo Banco Central.

Ele também afirma que os aplicativos de bancos ficarão “cada vez mais poderosos”.

“Os aplicativos dos bancos são atualmente o principal instrumento de relacionamento entre o banco e o cliente. O app de cada banco já está num processo de transformação. Não vai existir um app único. Vai existir o app do seu banco A, do seu banco B, que, nesse processo de transformação, vai ter uma série de informações. O Open Finance vai estar dentro do app desse banco. Os apps dos bancos ficarão cada vez mais poderosos, parrudos, com mais informações e, provavelmente, com serviços e produtos que vão, em alguns casos, até além do serviço financeiro. Você pode entrar hoje num app de banco com acesso a marketplaces, que oferecem condições melhores para você comprar.”

Damaso também explica como será o futuro do sistema bancário.

“Vai existir um superapp de cada banco. Só que eles vão estar se comunicando via Open Finance, se o cliente autorizar que o dado flua de um banco para o outro. Se você escolheu o app do banco A para ser a sua principal entrada no mundo financeiro, vai entrar nele e conseguir ver a sua conta corrente no banco B. Fazer, por exemplo, o pagamento de um boleto usando o saldo da conta B sem sair do app do banco A. É como escolher o seu portal quando acessa a internet”, finaliza.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Ministro Gilmar Mendes diz que o Supremo não é formado por covardes e não admite intimidações
Atritos entre Poderes: PEC que restringe decisões do STF aumenta tensão entre Legislativo e Judiciário
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play